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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

02/06/2013 16:12

Adolescente é apreendido por morte de economista de MS em São Paulo

Nyelder Rodrigues
Bala atravessou para-brisa do carro conduzido pela vítima (Foto: Jornal A Tribuna)Bala atravessou para-brisa do carro conduzido pela vítima (Foto: Jornal A Tribuna)

Um adolescente foi apreendido como suspeito de ter atirado e matado em uma favela de São Vicente, litoral paulista, a campo-grandense Elza Gomes dos Santos, de 52 anos.

Segundo irmã de Elza, Evanir Gomes, as munições em posse do adolescente são semelhantes as que mataram economista. O corpo de Elza segue no IML de Santos, e o trabalho pericial segue sendo feito pela polícia local.

Evanir está em Campo Grande, mas acompanha o caso com informações repassadas pelo irmão Hélio Gomes, que foi até Santos junto a um primo, para fazer todos os procedimentos necessários para a liberação do corpo.

Porém, a liberação pode ser complicada para a família. Elza foi atendida por um hospital de São Vicente, e o caso registrado e investigado por uma delegacia da cidade. Entretanto, o corpo dela foi para o IML de Santos.

“Eles estão indo e vindo entre as duas cidades”, conta Evanir. Ela também afirma que ainda não há previsão de quando o corpo de Elza será liberado para ser transportado para Campo Grande.

Caso – Elza foi morta com um tiro na cabeça no começo da tarde de sexta-feira (31), provavelmente após se perder na rodovia Imigrantes e acabar entrando em uma favela. Ela estava em um carro Corsa, placas de Campo Grande.

O tiro foi disparado de fora do carro, e atravessou o para-brisa, acertando a economista, que trabalhou por 10 anos no Sebrae e atualmente é prestava consultoria para a instituição, além de atender micro e pequenas empresas no Estado.

A polícia suspeita que o autor do disparo tenha jogado a bicicleta em frente ao carro para fazer um assalto, e Elza, assustava, teria acelerado o carro, e o criminoso atirado. A bicicleta estava em baixo do carro, e nada foi levado.

Elza foi socorrida ainda viva pelo Corpo de Bombeiros, e levada para o Centro de Referência de Emergência e Internação de São Vicente, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. No carro dela, haviam, eletrodomésticos, câmera fotográfica e uma televisão, além de mapas e um GPS.

Mudança – Após sofrer 11 assaltos em Campo Grande, Elza resolveu sair da casa onde morava e foi para um apartamento. Mas ainda assim, ela se sentia insegura na cidade e resolveu que iria mudar.

Segundo a irmã Evanir, a economista ainda procurava um local em que encontrasse tranquilidade. “Ela queria paz como ser humano. Me disse que só faltavam matar ela depois de tantos assaltos”, conta Evanir, ao dizer que o destino da irmã poderia ser o Rio Grande do Norte.

Evanir não soube explicar como a irmã foi parar em São Vicente, e diz que ainda há informações desencontradas. “Um crime tão brutal e não terem roubado nada. Pode ter alguma situação que não conhecemos também”, questiona.

Falta de apoio – Além disso, a irmã da vítima reclama que apesar da brutalidade e repercussão do caso, nenhuma autoridade ou entidade sul-mato-grossense ofereceu apoio à família. “Ela é filha dessa terra e ajudou tanto o Estado como economista, mas até agora ninguém se pronunciou ou apareceu”, cobra.

A irmã de Elza argumenta que o crime deixou a população do litoral paulista estarrecida, e que lá a apuração do caso é fortemente cobrada. “Um amigo dela chegou a dizer que graças à Elza, hoje muitos tem emprego, já que ela contribuiu para o desenvolvimento de inúmeras empresas aqui. Fico muito triste em ver o desinteresse das autoridades”, lamenta.



Ficamos muito chocado com esse falecimento. Conheciamos a Elza ha muito tempo e ela muito nos ajudou em nosso estabelecimento comercial, nos assessorando e orientando profissionalmente, era uma ótima pessoa. Muito triste mesmo, nossos sentimentos para os familiares e amigos.
 
Ilda Molina em 03/06/2013 10:32:32
Que judiaria o que aconteceu com essa moça.
Infelizmente, foi buscar paz em uma cidade altamente violenta, Campo Grande ainda é a melhor opção, que São Paulo(capital) e suas cidades ao redor.
 
Neyde de Oliveira em 03/06/2013 08:47:06
Nossa muito triste mesmo,conheci ela pelo Sebrae, uma mulher cheia de vida, alegre, tinha muito conhecimento no seu trabalho, agora fica só a dor para família meus sentimentos.
 
Ana Claudia de Souza Teixeira em 02/06/2013 22:48:35
Apesar da justa reclamação da vítima sobre o silêncio das autoridades sobre o caso, há de se reconhecer que a imprensa local tem feito o seu papel, acompanhando o noticiando, mais essa tragédia que envergonha o Brasil.
 
Sebastião Dussel em 02/06/2013 18:55:27
Onze assaltos em Campo Grande?
 
João de Paula Celidonio em 02/06/2013 18:50:21
NÃO VAI DAR EM NADA PRENDER A CRIANÇA QUE MATOU UMA MULHER, UMA MÃE,

UMA IRMÃ, UMA TIA, UMA PRIMA, UMA AMIGA,UMA AVÓ, UMA TRABALHADORA, OU,

SEJA UM SER HUMANO! ELA ERA OU PODERIA SER TUDO ISTO!! PRA ESTAS CRIAN-

ÇAS QUE MATAM, ROUBAM E DESTROEM A VIDA DESSAS PESSOAS PRA ELES NÃO

VALEM NADA!
 
otavio moreira em 02/06/2013 18:18:17
mesmo não a conhecendo, sinto a dor p/ familiares, porem, não esperem ALGO da empresa/órgão que ela trabalhou, o ser HUMANO é muito ESQUISITO, força e fé !!!estejam com DEUS!
 
jennifer benevides em 02/06/2013 16:49:45
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