Prefeitura quer liberar R$ 260 milhões, mas depende de nova classificação fiscal
Bairros fora do primeiro pacote de pavimentação podem entrar no plano se governo federal enviar financiamento
A reunião entre a prefeita Adriane Lopes (PP) e vereadores nesta segunda-feira (2) teve discurso de alinhamento institucional, mas o tema central foi dinheiro para asfalto. Segundo o vereador Beto Avelar (PP), a Prefeitura apresentou projetos de pavimentação e recapeamento, além de tentar viabilizar cerca de R$ 260 milhões junto ao governo federal para ampliar o número de bairros atendidos.
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A Prefeitura de Campo Grande busca viabilizar R$ 260 milhões junto ao governo federal para obras de pavimentação e recapeamento em diversos bairros. O acesso ao recurso, no entanto, depende da melhoria da nota de capacidade de pagamento de dívidas (Capag) do município. Durante reunião com vereadores, a prefeita Adriane Lopes apresentou projetos que contemplam regiões como Jardim Inápolis, Santa Mônica e Nova Campo Grande, anteriormente não incluídas no programa de pavimentação. A definição das áreas prioritárias considera critérios como densidade populacional e infraestrutura existente.
Esse valor não está garantido. Para conseguir o recurso, o município precisa melhorar a sua nota na capacidade de pagamento de dívidas, conhecida como Capag, medida pelo governo federal. Quanto melhor a nota, maior a chance de conseguir empréstimos com aval da União.
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Hoje, a Prefeitura aposta que, após ajustes fiscais recentes, pode melhorar essa avaliação e, com isso, destravar o financiamento. “Eles entendem que, pelo reajuste fiscal que fizeram, vão mudar a classificação. Mudando isso, terão condição de executar, o governo federal vai dar o recurso”, afirmou o vereador ao Campo Grande News.
Na prática, é uma aposta: sem melhorar essa nota, o dinheiro não vem. E sem dinheiro, o pacote de obras não sai do papel.
De acordo com Beto, a Prefeitura quer incluir regiões que ficaram de fora do primeiro programa de pavimentação financiado anteriormente. Ele citou como exemplo o Jardim Inápolis, Santa Mônica e Nova Campo Grande.
Segundo o vereador, a administração também avalia critérios como número de moradores e estrutura já existente, como rede de saneamento, para definir prioridades. “Aí foram consultar os vereadores, para ver quais são os bairros mais necessitados. Trocamos opiniões ali”, disse.
Ele reconheceu, porém, que ouvir não significa garantir atendimento. “Foi para escutar os vereadores, mas não significa que vão atender", termina.
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