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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

25/02/2010 18:02

Briga por vaga já provocou até assassinato em hospital

Redação

O Hospital Municipal de Ivinhema já enfrentou escândalo semelhante pelo qual passa agora, com a morte de um bebê depois de briga de médicos durante parto no dia 22.

Em 2007, o médico plantonista Miguel Angel Arévalo executou o colega Ademir Aparecido Pimenta dos Reis, que dividia a posição de plantonista na unidade de saúde e também em outros hospitais da região sul.

Ademir foi vítima de emboscada, no dia 21 de março, na rodovia MS-473, entre Nova Andradina e Taquarussu, quando voltava de um dia de trabalho. Ele dirigia seu carro na companhia de duas colegas, psicóloga Sueli Lopes Pinheiros e a enfermeira Amanda Barth, quando todos foram feridos a tiros, mas só o médico morreu.

Arévalo também respondia a um processo criminal no Paraná. No estado vizinho ele é acusado de envolvimento no incêndio ao veículo de um outro médico, ocorrido em 2005, no município de Doutor Camargo.

Segundo apurou a Polícia naquela época, o crime teria sido motivado por ambição profissional. Primeiro, a versão investigada era crime por ciúmes de uma enfermeira de Ivinhema, o que foi descartado. Outra história levantada é de o brasileiro teria descoberto que o diploma do paraguaio era falso, o que também nunca se confirmou.

O médico paraguaio foi preso e encaminhado a Campo Grande. Também foram presos por envolvimento no crime o vigilante Wandir Roque Fernandes da Silva e a auxiliar de enfermagem Fátima Granja Rodrigues.

O mandante e o pistoleiro Wandir foram apontados como autores dos disparos, reconhecidos por moradores da região onde o crime ocorreu. Os dois se conheceram em um outro hospital do interior, o de Novo Horizonte do Sul.

Eles foram presos no dia seguinte ao crime. O vigilante tentando chegar ao Paraguai e o médico estava escondido no telhado da casa onde morava, em Dourados.

O médico está preso em Campo Grande e o capanga em Dourados.

Plantão Médico - O plantão médico do Hospital Municipal de Ivinhema parece ser sinônimo de disputas acirradas. Nesta semana, dois médicos plantonistas acabaram brigando na frente de uma paciente prestes a dar a luz, para decidir quem faria o parto. Resultado: o bebê nasceu morto.

Com base na tabela do último concurso realizado pela prefeitura municipal de Ivinhema, no ano passado, o salário oferecido para médicos é de R$ 5.786,00, fora os plantões que são a melhor parte da remuneração aos profissionais.

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