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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

04/08/2016 10:02

"A preocupação era com as crianças", diz testemunha de execução

Rodolfo Francisco, de 23 anos, foi executado a tiros na frente de duas crianças, depois de entrar em uma oficina mecânica tentando fugir do assassino

Viviane Oliveira e Julia Kaifanny
Rodolfo Francisco foi morto com pelo menos 4 tiros. (Foto: reprodução/Facebook)Rodolfo Francisco foi morto com pelo menos 4 tiros. (Foto: reprodução/Facebook)
Rapaz foi executado em cozinha de oficina. (Foto: Marcos Ermínio)Rapaz foi executado em cozinha de oficina. (Foto: Marcos Ermínio)

Seis pessoas, entre elas duas crianças de 8 e 11 anos e um cliente, presenciaram o assassinato de Rodolfo Francisco, 23 anos. Ele foi morto com pelo menos 4 tiros na Oficina Divisão Car, onde entrou para fugir do atirador. Ainda assustado, o irmão do proprietário da mecânica, conta que foi uma correria e um susto muito grande. “A nossa preocupação era com as crianças”, diz o tio, de 20 anos, que não quer se identificar.

O crime ocorreu no cruzamento entre as ruas Eva Peron e Divisão, no Jardim Monte Alegre, em Campo Grande. O rapaz conta que as crianças haviam acabado de chegar da escola e aguardavam o pai terminar o serviço para levá-las embora. A mãe delas tinha ido para a faculdade.

A menina estava dentro do carro ouvindo música e o menino atrás do balcão, quando dois homens invadiram a mecânica. O atirador disparou três tiros contra o rapaz. Mesmo ferido, Rodolfo entrou para buscar abrigo no local, mas o autor entrou atrás e disparou mais dois tiros. “A gente procurava não olhar para ninguém, com medo de que pudesse acontecer uma tragédia”, conta.

O pai das crianças pediu apenas para que os filhos abaixassem. “Ele já entrou ferido, depois levou mais um tiro no pátio da oficina. “A gente correu para a cozinha, mas a vítima foi atrás e lá o suspeito disparou mais uma vez. Depois que o rapaz já estava morto, o suspeito saiu tranquilamente, subiu na moto e foi embora”, relata.

Uma das crianças ainda perguntou se a vítima estava bem, para acalmá-las o pai disse que sim. “Já era final de expediente, quando aconteceu o crime. Vamos continuar trabalhando, mas estamos com medo e inseguros”, lamenta o jovem. O pessoal que presenciou o crime não conhece o rapaz e muito menos o atirador. O autor ainda não foi preso. 

Conforme testemunhas, a vítima seguia em uma motocicleta YBR na Rua Eva Peron, quando foi surpreendido pelo suspeito que conduzia uma moto Biz, de cor vinho. Ainda na rua, o autor disparou por pelo menos três vezes contra Rodolfo. A vítima foi atingida, jogou a moto no chão, saiu correndo, entrou na mecânica, mas mesmo assim foi atingido com mais dois tiros. Rodolfo morreu no local.



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