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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Maio de 2019

25/04/2019 08:45

"Reajuste será bem mais baixo do que gostaríamos este ano", avisa secretário

Gastos da Prefeitura com pessoal caíram 1,75% mas continuam acima do limite prudencial.

Izabela Sanchez
Pedro Pedrossian Neto, secretário de finanças da Prefeitura (Foto: Arquivo/Campo Grande News)Pedro Pedrossian Neto, secretário de finanças da Prefeitura (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Queda de receita, mas aumento de plantões de servidores públicos. Essa soma, na Prefeitura de Campo Grande, exibe um resultado de comprometimento da folha de pagamento com salário dos servidores e de reajuste menor este ano para a categoria. É o que afirmou o secretário de finanças, Pedro Pedrossian Neto.

A Prefeitura de Campo Grande comprometeu 53,13% da receita arrecadada com pessoal no 3º quadrimestre de 2018, mas esse valor, agora, diminuiu 1,75%, e entre abril de 2018 e março de 2019, o gasto com pessoal ficou em 52,20%. O valor, ainda assim, continua acima do limite prudencial, de 51,3% e preocupa a gestão.

“Era esperado que houvesse essa redução [de 1,75%]. O que aconteceu foi que houve o aumento no começo do ano, naquela conjunção de fatores esperamos que não ocorra de novo. No final do ano passado demos o reajuste dos professores, 6,5%, então tivemos uma majoração da folha, um impacto, em janeiro”, explica Pedrossian.

Já em fevereiro e março, diz, os plantões na saúde para atender a população que sofre com uma epidemia de dengue contribuíram para elevar, ainda mais, os gastos. “E paralelamente houve uma queda de receita, por dois motivos, primeiro porque o IPTU consumimos uma parte do de janeiro já em dezembro, antecipamos os carnês, em segundo fizemos uma redução do ICMS, de R$ 3 milhões ao mês”, afirma.

O gasto com pessoal alcançou R$ 1.669.319.319,10. “Esses fenômenos tendem a se dissipar, a tendência é que caia, houve essa redução, mas ainda está ruim, sobretudo por conta do ICMS. “Essa é nossa preocupação, a concessão de reajuste será bem mais baixa do que gostaríamos, por conta do limite prudencial”, disse o secretário.



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