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Capital

Defesa de réu falta, recebe multa de R$ 10 mil e julgamento é cancelado

Novo julgamento foi marcado para o dia 27 de novembro

Por Kerolyn Araújo | 21/10/2020 10:04
Juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. (Foto: Henrique Kawaminami)
Juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. (Foto: Henrique Kawaminami)


Advogada de defesa de Diogo Guilherme da Silva Firmino, 25 anos, que seria julgado nesta quarta-feira (21) pelo assassinato de Elizeu Ribeiro de Jesus, dentro de cela do Presídio de Trânsito, em outubro de 2018, faltou e o júri foi cancelado.

O júri estava marcado para ocorrer na 2ª Vara do Tribunal do Júri e, depois de uma hora de espera, o juiz Aluízio Pereira dos Santos cancelou o julgamento. Segundo o réu, a advogada nem chegou a procurá-lo no presídio para discutir o caso.

Recentemente, a advogada também foi intimada a se manifestar e não apareceu. Diante do caso, o juiz comunicou a OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Mato Grosso do Sul) e aplicou multa de 10 salários mínimos, totalizando R$ 10.450,00. É a segunda vez que a advogada abandona processo e é multada.

O juiz nomeou uma defensora pública para o caso e o novo julgamento está marcado para o dia 27 de novembro.

Procurada pela reportagem, a OAB informou que o vice-presidente designado Walfrido Azambuja Júnior, ainda não recebeu qualquer comunicado. Assim que tomar conhecimento, adotará as providências cabíveis, podendo abrir processo ético-disciplinar.

O crime - Preso por tráfico de drogas, Diogo confessou que matou espancado e asfixiado o colega de cela, Elizeu Ribeiro de Jesus, no Presídio de Trânsito localizado no Complexo Penitenciário, que fica no Jardim Noroeste, em Campo Grande. O crime aconteceu na madrugada do dia 16 de outubro de 2018.

Segundo o réu, há 4 dias ele havia brigado com o companheiro de cela por causa de um baralho. Na madrugada do dia do crime, os dois começaram a discutir novamente. Dessa vez, porque um queria dormir e o outro assistir televisão. Durante a discussão, Diogo desceu de sua cama, que fica na parte superior, e foi para cima do colega e deu um chute com os dois pés no peito dele.

Elizeu caiu e bateu a cabeça na parede perto do banheiro e ficou desacordado. Digo, então, aproveitou a situação e agrediu a vítima com vários socos batendo a sua cabeça contra o chão. Ao perceber que o rapaz ainda respirava, o interno pegou um saco plástico passou em volta do pescoço dele e com um cinto o sufocou até a morte.

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