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Capital

"Ainda tentando entender", diz família de idoso morto após queda em ônibus

Esposa procurou Roberto depois de ele não voltar do dentista e recebeu a notícia de que ele havia morrido

Por Gabi Cenciarelli e Geniffer Valeriano | 23/06/2026 09:45
"Ainda tentando entender", diz família de idoso morto após queda em ônibus
Roberto de Jesus Pupo aparece em foto publicada nas redes sociais (Foto: Reprodução / Facebook)

A morte de Roberto de Jesus Pupo, de 66 anos, continua cercada de dúvidas para a família. O idoso morreu na tarde de segunda-feira (22), após sofrer uma queda ao desembarcar de um ônibus da linha Coophavilla II, em Campo Grande. Sem saber exatamente o que aconteceu, os parentes agora aguardam exames que possam esclarecer se ele passou mal antes da queda ou se as complicações surgiram depois do acidente.

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Roberto de Jesus Pupo, de 66 anos, morreu na segunda-feira (22) após cair ao desembarcar de um ônibus em Campo Grande. A família não sabe se ele passou mal antes ou depois da queda. Diabético e com problemas respiratórios, ele chegou à Santa Casa em estado grave, foi intubado e sofreu paradas cardiorrespiratórias. A Polícia Civil registrou o caso como morte atípica e aguarda laudos periciais para esclarecer a causa do óbito.

Ao Campo Grande News, a cunhada de Roberto, Marluci Souza, de 59 anos, contou que a esposa dele havia combinado de buscá-lo após uma consulta no dentista. Naquele dia, ela estava trabalhando e o marido seguiu sozinho até o compromisso.

"A última informação que ele deu foi: 'já estou no ônibus'", relatou Marluci.

Segundo a familiar, Roberto não chegou ao consultório. Preocupada, a esposa começou a ligar para ele e decidiu refazer o trajeto que acreditava que o marido faria após descer do coletivo. Durante a procura, chegou a uma banca próxima a um ponto de ônibus, onde recebeu a informação de que um homem com as características dele havia passado mal e sido socorrido pelo Corpo de Bombeiros.

A família, no entanto, não sabe exatamente em qual ponto ocorreu a queda.

"Ela desceu a pé o percurso que ele iria fazer. Quando chegou numa banca, a pessoa falou que um senhor tinha passado mal, caído e que os bombeiros tinham levado ele para a Santa Casa", contou a cunhada.

Até então, os familiares acreditavam que Roberto estava internado. Ao chegarem ao hospital, porém, receberam a notícia de que ele não havia resistido.

"Quando a médica veio falar com ela, já veio falar que ele tinha vindo a óbito", disse Marluci.

Sem imagens do momento da queda e sem detalhes sobre o que ocorreu antes do socorro, a família ainda tenta entender a sequência dos fatos.

"A gente não sabe se ele passou mal e caiu ou se caiu e depois passou mal. A gente está perdido, tentando entender o que aconteceu", afirmou.

Conforme a cunhada, Roberto era diabético e tinha problemas respiratórios, mas não havia demonstrado qualquer mal-estar recente. "Nas últimas conversas ele estava normal, conversando como sempre. Não falou nada sobre estar passando mal."

Ainda segundo informações repassadas pelos médicos à família, o idoso chegou à Santa Casa em estado grave, precisou ser intubado e sofreu sucessivas paradas cardiorrespiratórias. Como permaneceu internado por menos de 24 horas, a causa da morte deverá ser esclarecida por exames periciais.

Na manhã desta terça-feira (23), a esposa de Roberto publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais. Em um texto emocionado, descreveu a dor da perda e a dificuldade de imaginar a vida sem o companheiro.

"Perdi o grande amor da minha vida e agora me resta a saudade. Sei que não serei mais a mesma sem você aqui, afinal, você era quem me fazia sorrir todos os dias", escreveu.

A Polícia Civil registrou o caso como morte decorrente de fato atípico e aguarda os laudos que devem apontar o que provocou o óbito. Em nota, a Agetran lamentou a morte do idoso e informou que acompanha o caso junto ao Consórcio Guaicurus. Segundo relato preliminar da concessionária, o motorista acionou o socorro e permaneceu prestando assistência até a chegada das equipes de atendimento.

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