“Sinto que ela está por perto”, diz mãe de bebê desaparecida
Adolescente de 17 anos foi liberada na noite desta sexta (7) após prestar depoimentos por 15 horas na Depca

Mais de 15 horas depois do registro do desaparecimento de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 28 dias, família da recém-nascida continuava sem novas informações sobre o paradeiro. O grupo, que passou o dia na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), prestou esclarecimentos sobre o caso e foi liberado na noite desta sexta-feira (7), em Campo Grande.
RESUMO
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A família de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, recém-nascida de 28 dias desaparecida em Campo Grande, permanecia sem informações sobre seu paradeiro após mais de 15 horas do registro do caso na Depca. A mãe, de 17 anos, acredita que uma mulher conhecida pela internet teria levado a criança por interesse. O Alerta Amber Brasil foi acionado. Informações pelo 190 ou (67) 3323-2508.
A mãe de Ayla, de 17 anos, estava entre os últimos familiares a deixar a delegacia. Na saída, ela parou para responder às perguntas do Campo Grande News e falou sobre a mulher que, segundo a versão sustentada pelos parentes, teria ficado com a vítima. A jovem acredita que o interesse pela filha possa ter motivado o ocorrido.
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“Então, não sei se ela achou minha filha muito linda, porque todo mundo dizia, e ela é muito linda mesmo. Acho que ela tava de olho grande e eu tava me ligando, sabe? É isso. Eu acho que ela gostou da minha filha, achou ela muito bonita e por isso pegou”, disse.
Questionada pela reportagem sobre o que sentia naquele momento e se acreditava que a filha estivesse perto ou longe, respondeu: “Eu sinto que ela tá perto, que eu vou encontrar ela. Eu sinto isso. E, se Deus quiser, nós vamos achar ela.”
A adolescente também fez um apelo e falou sobre a expectativa de reencontrar Ayla. “Nós estamos muito desesperados. Espero que encontramos ela. E eu amo muito a minha filha. E eu quero poder vê-la de novo.”
O registro que deu início às buscas foi feito às 5h55 desta sexta. O documento aponta que o atendimento inicial ocorreu entre 4h10 e 4h21, depois que as duas irmãs retornaram sem Ayla durante a madrugada.
Conforme o primeiro relato, a jovem conheceu pela internet uma mulher que teria oferecido R$ 100 para que ela cuidasse de uma criança. A mãe de Ayla foi ao endereço acompanhada da irmã, de 12 anos, e levou a recém-nascida. As duas disseram que foram recebidas pela mulher na região do Bairro Universitário.
Nesse relato inicial, a adolescente afirmou que foi coagida a entregar a filha sob ameaça. As irmãs também disseram que havia cerca de dez homens, além da mulher, no imóvel. Segundo elas, o grupo as deixou por volta da 1h em outro ponto da região, sem Ayla.
Equipes percorreram o endereço indicado e ruas próximas ainda durante o primeiro atendimento, mas as duas não reconheceram os locais. O documento também informa que o celular da jovem de 17 anos teria sido levado.
Durante esta sexta-feira, diferentes versões sobre o que aconteceu passaram a ser confrontadas. Informações obtidas pelo Campo Grande News apontaram que as irmãs teriam alterado os relatos apresentados inicialmente e admitido que não teria ocorrido um sequestro. Uma das versões indicava que Ayla poderia ter sido entregue a uma mulher em uma situação relacionada a uma dívida.
Os parentes contestaram essa interpretação. Uma cunhada do pai afirmou que a dívida mencionada seria do companheiro da mulher apontada pela família como responsável por ficar com a criança, e não do pai de Ayla. Conforme esse relato, a mulher teria se aproximado da adolescente ainda durante a gravidez e demonstrado interesse pela filha ao longo dos meses.
O desaparecimento também levou ao acionamento do Alerta Amber Brasil durante a tarde. O MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) emitiu o aviso para ampliar a divulgação da imagem e das características de Ayla e auxiliar na localização da recém-nascida.
O sistema é destinado a casos recentes e involuntários de desaparecimento de crianças e adolescentes quando existem indícios de risco de morte ou lesão grave. No Brasil, os avisos podem ser exibidos no Facebook e Instagram para pessoas que estejam em um raio de até 160 quilômetros do último ponto onde a criança foi vista.
Ajude - Ayla tem cabelos castanho-escuros e curtos. Quem tiver informações sobre o paradeiro da recém-nascida pode acionar a polícia pelo telefone 190 ou entrar em contato pelo número (67) 3323-2508.

