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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

21/04/2014 09:31

Após mobilização e busca por medula, Timóteo morre no hospital

Aliny Mary Dias
Bebê morreu na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/Facebook)Bebê morreu na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/Facebook)

Vítima de pneumonia e de uma infecção grave, o bebê Timóteo Aydos, de três meses de vida, morreu na manhã desta segunda-feira (21), no Hospital Regional de Campo Grande. Com uma doença rara, o bebê mobilizou Campo Grade em busca de uma medula óssea compatível.

Timóteo era o segundo filho de Diego Recena e Ana Paula Aydos vítima da doença HLH (Linfohistiocitose Hemofagocítica), que tem como característica a agressão da defesa do organismo contra o próprio corpo. O primeiro filho do casal faleceu com a mesma doença há cinco anos.

Segundo o amigo da família, Alessandro Soalheiro, o bebê estava internado desde a semana passada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional com quadro de infecção grave e pneumonia. O estado de saúde piorou nos últimos dias e ele morreu por volta das 6 horas de hoje.

Os trâmites para o velório do bebê ainda estão sendo definidos e a cerimônia fúnebre deve ocorrer no Cemitério Jardim das Palmeiras, onde também será feito o sepultamento no fim da tarde de hoje.

Mobilização – A campanha em busca de uma medula compatível a de Timóteo começou no mês passado, quando o bebê ainda tinha 1 mês e poucos dias de vida. Organizada pela igreja onde o pai de Timóteo é pastor, a ação mobilizou a cidade, o Estado e chegou em várias partes do Brasil.

O impacto foi tamanho que em poucos dias de campanha, os bancos de sangue de Campo Grande somaram o montante de doações de sangue conseguidas em um mês. O aumento na Capital foi de 200%.

Na manhã de ontem (20), voluntários e amigos da família de Timóteo lançaram uma campanha no centro da Capital para a criação de um Centro de Transplantes de Medula Óssea e de um Banco de Cordão Umbilical Público em Mato Grosso do Sul.

A criação de um centro especializado aumentaria as chances de encontrar um doador compatível para quem depende do tratamento. O banco de Cordão Umbilical Público também é considerado vital, já que armazena tecidos sanguíneos contidos no cordão de um recém-nascido, que contêm as células-tronco capazes de criar os principais componentes do sangue humano, medula óssea e do sistema imunológico.

Hoje só há opção paga em Campo Grande, utilizada por pais que querem resguardar os filhos em caso de doenças graves no futuro.



Timóteo, sua luta não foi em vão, vc esta ao lado de Deus, anjinho lindo.
 
GILBERTO P PEREIRA em 21/04/2014 10:38:01
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