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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

11/11/2013 10:48

Após morte de mulher e fim do lixão, caminhoneiro mora em árvore

Aliny Mary Dias
Seo Pereira vive em pé de jamelão e sonha com casa e roupas (Foto: Cleber Gellio)Seo Pereira vive em pé de jamelão e sonha com casa e roupas (Foto: Cleber Gellio)

Há dois meses o pé de jamelão se tornou o teto de um caminhoneiro que sofreu dois duros golpes na vida e hoje passa os dias na rua dependendo da solidariedade de vizinhos que se tornaram amigos. Eclerison Pereira Silveira tem 62 anos, mas os machucados de uma explosão química, ocorrida há dois anos no lixão da Capital, fazem com que o morador de rua aparente ser muito mais velho.

Seo Pereira, como é conhecido entre os vizinhos, vive há três meses em uma estrada vicinal que liga os bairros Santa Emília e Serradinho. O local é um depósito frequente de lixo e restos de construção dispensados por carreteiros a céu aberto.

Há seis anos, a história de Pereira não dava nenhum indício de que ele chegaria ao ponto de ter um pé de jamelão como endereço. Natural de Ponta Porã e caminhoneiro de ofício, o homem se casou e viveu 15 anos com Maria.

Como ele próprio descreve, “os destinos da vida” foram responsáveis por trazê-lo em companhia da esposa para Campo Grande. Na época, um câncer atingiu Maria, que faleceu pouco tempo depois.

Sem filhos e sem a companheira de uma vida toda, as viagens de caminhão ficaram no passado e Pereira começou a trabalhar com reciclagem no antigo lixão de Campo Grande. Por mais de quatro anos o endereço do homem foi o bairro Dom Antônio Barbosa.

Em 2010 uma fatalidade vitimou Pereira e ele passou cinco meses internado na ala de queimados da Santa Casa. “Teve uma explosão química e me causou tudo isso. Eu não lembro o que aconteceu na hora, só sei que me levaram para o hospital e passei cinco meses lá”, conta.

Com mãos, braços, pernas e pés feridos por conta da explosão, a capacidade de trabalho de Pereira diminuiu e as dificuldades financeiras logo apareceram. O auge ocorreu no início do ano quando o lixão foi fechado e os antigos catadores realocados em uma cooperativa para atuar na UPL (Unidade de Processamento de Lixo).

“Eles me expulsaram do lixão e eu não tive para onde ir. Fiquei catando lixo na rua, mas há três meses tive que vir pra cá”, desabafa. A emoção diante da falta de teto dificulta que o morador de rua explique os caminhos que o levaram até o pé de jamelão, mas a falta de uma casa, de comida, de roupas e de companhia machuca o homem de 62 anos.

Idoso foi catador cadastrado no antigo lixão e hoje diz que foi expulso (Foto: Cleber Gellio)Idoso foi catador cadastrado no antigo lixão e hoje diz que foi expulso (Foto: Cleber Gellio)

Com uma copa ampla, o local serviu de telhado para os poucos pertences que Pereira recolheu na rua. Um estrado velho, um colchão, lona e cobertor formam o local onde ele vive. Uma mochila com documentos, bolachas, lanterna e garrafa d’água são os únicos itens da mudança do morador da rua.

Sensibilizados com a situação, muitos vizinhos acolheram Eclerison e passam horas do dia conversando com o idoso. Outros levam comida para ele e até pensam em levar o homem para a própria casa.

“Eu já pensei em fazer uma peça lá em casa e levar ele pra lá. Minha condição não é boa, mas ajudo ele como posso. Trago comida e eu e meu pai demos dinheiro pra ele ontem”, conta Vitor Oliveira, morador do bairro São Conrado, vizinho ao local onde Pereira “escolheu” para morar.

Para o idoso, o futuro não reserva grandes surpresas, mas uma casa e ajuda de quem se comove com sua história são bem-vindas. “Eu não quero ir pra abrigo porque me sinto muito sozinho, mas queria roupas porque só tenho a do corpo. Meu sonho mesmo é ter uma casa e sair desse pé de árvore”, desabafa, emocionado, Eclerison.

O Campo Grande News tentou entrar em contato com a secretária da SAS (Secretaria de Assistência Social), Thais Helena, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Eclerison para os dias em meio ao lixo esperando ajuda (Foto: Cleber Gellio)Eclerison para os dias em meio ao lixo esperando ajuda (Foto: Cleber Gellio)
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Bom dia amigos,
veja como é nossa vida, um dia vc esta bem no outro dia so Deus pra saber o que somos.
veja esse senhor e um espelho de vida para muitas pessoas arrogantes mesquinhas que existem por ai.
Mas tenho certeza que a solução virá logo ainda existe muitas pessoas bondosas de coração, pra ajudar as pessoas necessitadas o campo-grandense é muito bom de coração,esse senhor ´pode contar com minha ajuda eu e meu esposo iremos lá levar algumas coisas que ele necessita.

 
suely borges bento em 12/11/2013 08:37:03
Tenho um local para esse senhor, vcs sabem se ele já arrumou local para morar?
 
Sonia Silva em 11/11/2013 20:56:00
Acho que pela repercussão desta matéria, e pelo bom coração de muitas pessoas, o Sr.
Eclerison já deve ter recebido a ajuda e a proteção que bem merece.
Eu também gostaria de ajudá-lo caso ainda esteja precisando.
Como posso encontrá-lo ?
Parabens ao Campo Grande News pela matéria que tem cunho social e humanitário.
 
VALDIR VILLA NOVA em 11/11/2013 15:47:43
Pois é.... o Sr. da reportagem está a tempos nessa situação, pegando lixo para sobreviver e morando sob uma arvore. Nem por isso ele está roubando ou tirando proveito da situação, se fazendo "vitima da sociedade".
Foi algum representante dos DIREITOS HUMANOS visitá-lo ou buscar ajuda, como eles fazem com bandidos????
Com certeza não neh!!!Defender direitos e ajudar gente honesta nao dá midia e muito menos verba publica para essas entidades de faxada.
 
Edson Antonio em 11/11/2013 15:24:32
Sr. Helbreson, sinto em lhe dizer, mas o senhor é um sonhador.... Enquanto nós eleitores não aprendermos a educar nossos filhos, nada ira mudar. O politico desonesto não tem nenhum interesse em mudanças, e enquanto crianças continuarem a gerar crianças sem um lar estabilizado e nós entendermos ser normal, os bailes Funks continuarão a ser a diversão de nossos jovens, pois as mães desses jovens não tem nenhum moral para dizer que não podem ir se expor a tais locais. E esses jovens serão o nosso futuro, imagina se tem possibilidade de melhorar? Exemplo é a menina de 15 anos que, recentemente, deixou seu filho com a mãe para ir brigar no colégio, igualzinho uma "maloqueira" com chutes, socos e puxões de cabelo, e que, infelizmente faleceu à facadas, deixando mais um cristo sem mãe e sem pai..
 
daniel brandao em 11/11/2013 14:48:17
olha existe um benefício do inss que se chama loas,ele é direcionado para pessoas portadoras de deficiencia e tbm pra quem não tem renda pra sobreviver,por favor algum presidente aí desses bairros levem este senhor pra correr atrá de um direito que é dele
 
ana lucia falcão em 11/11/2013 14:23:16
Isso é simplesmente desinformação ao cidadão dos seus direitos,nós temos o dever de informar sempre que temos oportunidades os direitos dessas pessoas carentes sobre leis e não apensas beneficios.sabemos que existem centenas de direitos mais os orgãos publicos não são adivinhos temos que levar os problemas e eles tentarem as melhores soluções dentre as suas nescessidades.
 
Neide Bohre em 11/11/2013 14:21:25
História mal contada, deve haver alguma coisa por trás deste abandono, mas que merece solidariedade isso merece.
 
JOÃO CARLOS NOCERA em 11/11/2013 14:10:15
Com certeza não está nessa situação porque quer, esteve internado por 5 meses...cadê assistência social, direitos humanos e quem mais que poderiam intervir, e quem sabe até aposentar o pobre coitado.
 
arnaldo saracho em 11/11/2013 14:05:23
É pena que todos pensem a mesma coisa um dia as cosas vão mudar . mas a realidade é outra e o momento é este , se cada um der um pouquinho do seu tempo para uma pessoa como este senhor ai tudo caminharia para o bem ,
 
evanilde balbino oliveira em 11/11/2013 13:33:51
na rua da divisao sta emilia e são conrado sentido serradinho, 50 metros do sta emilia
 
rose lima em 11/11/2013 13:20:31
gostaria de ajudar e encontrar essa pessoa nao sei a onde e, me ajudem por favor
 
guia maria ferreira em 11/11/2013 12:57:47
E ainda reclamamos da vida ......
 
Dellano Araujo em 11/11/2013 12:35:51
gostaria de tentar ajudar este senhor, mas não sei onde fica esse "refúgio". Moro na região do São Conrado também. Se alguem puder me informar.
 
TEREZINHA ANTUNES em 11/11/2013 11:50:07
As vezes a vida nos surpreende de uma forma cruel, pois este sr. que tem uma profissão e passou por todas essas dificuldades. Hoje precisa de muito apoio, felizes daqueles que podem ajuda-lo.
Infelizmente entidades públicas, estão guerreando-se esquecendo de administrar a nossa Capital como deveria. Esperar por eles é mesma coisa que você aguardá-los por 100 anos e nada acontece.
Solidariedade que " pessoas de bem" tem com seus semelhantes que tanto precisam de ajudas.
Mas um dia isso vai mudar quando estivermos uma sociedade mais justa e uma política mais honesta sem corrupção.
"Ainda sonhamos".
 
Helberson Neias em 11/11/2013 11:22:31
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