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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

30/12/2013 20:30

Após oito meses da morte de PM, família "comemora" aniversário com panfletagem

Filipe Prado
Maria de Fátima homenageou o filho tentando conscientizar os motoristas (Foto: Marcos Ermínio)Maria de Fátima homenageou o filho tentando conscientizar os motoristas (Foto: Marcos Ermínio)

Para homenagear filho, família faz panfletagem na Avenida Afonso Pena, com a rua 14 de Julho, para conscientizar a população sobre dirigir alcoolizado. O PM (Polícia Militar) Gilliard Félix da Silva, 31 anos, morreu após colisão com um motorista embriagado.

Após oito meses do acidente que matou Gilliard, a doméstica Maria de Fátima da Silva, 48, conta que a conscientização é para comemorar o aniversário do PM. “Ele faria aniversário no dia 1º de janeiro, então fizemos esta homenagem para que as pessoas se conscientizem”.

“Eu só peço que as pessoas não bebam e dirijam ou que peguem um táxi, se beberem. As pessoas têm que ter respeito sobre a vida das pessoas”, acrescenta à doméstica. Ela e a filha entregaram os panfletos com o texto “Respeito ou morte. Você escolhe o caminho”.

Alguns motoristas aderiram a campanha. “Eu na bebo. Eu acho que as pessoas que bebem e dirigem devem ser punidas severamente”, comenta a administradora de empresas, Adriana Soares, 31. Ezequiel Marinho, 39, diz que “o trânsito já é perigoso, quando se está embriagado fica pior”.

Maria de Fátima acrescenta que não quer que as pessoas parem de se divertir. “Não quero que as pessoas parem de beber, se divertir, mas que tenham consciência e respeito ao próximo”, finaliza.

O caso - Na madrugada do dia 25 de março deste ano, Moreira dirigia a caminhonete, que colidiu com a Saveiro, conduzida pelo soldado da PM. O policial ficou preso nas ferragens e o teste do bafômetro confirmou a embriaguez ao apontar 1,04 mg/l. Gilliard ficou internado e morreu no dia 4 de abril.

Ele deixou a mãe, a filha Eduarda, de um ano e sete meses, e o afilhado Kaiky, 7, que o considerava como pai. Segundo a irmã, a jornalista Aline Peixoto Lira, 24 anos, ele tinha o sonho de investir na carreira de policial. O jovem também almeja comprar um terreno e construir uma casa “do seu jeito”. “Ele morreu e deixou os sonhos pela metade”, resumiu a mãe.



depois q a pessoa se vai é facil celebrar aniversarios.....o dura é valorizar enquanto está vivo!!!
que muitos reflitam sobre isso!!
bebida e direçao realmente nunca se deram bem....mas enquanto a educaçao do povo nao mudar ...nadaa mudará!!!
 
michelli francisco em 31/12/2013 20:02:15
Estava de serviço e conversei com mãe e irmã do nosso companheiro de serviço o saudoso, Sd PM Gilliard, quantas vítimas e famílias precisam ser destruídas para nossos parlamentares, legisladores mudarem esta lei que esta ultrapassada.
Os irresponsáveis do trânsito que bebem, assumindo o risco, não estão nem um pouco preocupados com as pessoas. A lei precisa ser endurecida para estes crápulas. Pessoas bebem, diuturnamente, e dirigem. A fiscalização não é onipresente, se a lei não mudar vamos continuar com as tragédias.
O cidadão tem que sentir o peso da lei e saber que se dirigir embriagado vai ficar preso, todavia, temo que isto não vá acontecer, pois nossos legisladores não vão querer desferir um tiro no pé.
A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos. (Montesquieu)
 
Paulo Cezar Padilha em 30/12/2013 21:54:11
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