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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

13/01/2019 15:32

Após ordem de despejo, 27 famílias pedem tempo para deixar área

Área é localizada na saída de Rochedinho, em Campo Grande, e alvo de disputa desde 2008

Mayara Bueno
Casa construída na área alvo de ação judicial. (Foto: Arquivo pessoal).Casa construída na área alvo de ação judicial. (Foto: Arquivo pessoal).

Moradores de uma área localizada na saída para Rochedo, em Campo Grande, pedem ao menos tempo para deixar o local, alvo de disputa judicial com recente determinação de reintegração de posse.

A aposentada Nanci Pereira dos Santos, 53 anos, conta que os tios de 85 anos e 70 vivem na área há 13 anos. Por lá, outras 26 famílias também moram. Além de viver na região, o espeço questionado também serve de criação de gado, carneiro, porco, “de tudo um pouco”.

Segundo a mulher, os moradores receberam a notícia de que têm de deixar o local entre segunda-feira (dia 14) e terça-feira (dia 15). “Agora eles têm de sair. Estão tirando o que pode, se não vão perder tudo”. Nanci contou que o tio está vendendo a produção a “preço de banana”.

Na consulta judicial, aparece um processo envolvendo a área desde 2008. Contudo, em documento liberado em 2017, o homem que se apresentou como dono entrou com um pedido de medida liminar da propriedade rural.

Ele afirma que há, por parte do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), uma manifestação “equivocada” de desapropriação em relação à localização da área e também afirma que, sobre o local, foi aberta “a sucessão e o domínio e a posse da herança foram transferidos aos herdeiros legítimos” antes de tal documento.

Nanci afirma, justamente, que as famílias têm uma espécie de autorização do Incra para permanecer no local e que, por isso, todos que vivem por lá construíram casas ao longo do tempo. “Construíram uma vida toda com o suor dele. Desde quarta, a polícia manda camburão, todo dia”.

Segundo ela, o advogado que os representa tentou esticar o prazo para as famílias deixarem a área, o que foi indeferido.

“Queríamos mais prazo para sair. Alguma coisa. Pelo que nos foi informado, na segunda, vão chegar com máquina, por isso a pressa para tirarem o que tem, porque depois não poderão mais entrar na área".



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