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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

24/02/2015 17:40

Aumento na duração de aula garante qualidade, diz pró-reitora da UFMS

Ricardo Campos Jr.
Segundo pró-reitora, em torno de 16 mil estudantes foram afetados (Foto: Alcides Neto)Segundo pró-reitora, em torno de 16 mil estudantes foram afetados (Foto: Alcides Neto)
Pró-reitora afirma que nenhum aluno será prejudicado (Foto: Alcides Neto)Pró-reitora afirma que nenhum aluno será prejudicado (Foto: Alcides Neto)

A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) garante que acadêmicos estavam cientes do aumento na duração das aulas de 50 para 60 minutos, tendo em vista que a medida foi aprovada pela instituição em 2013 e analisada em cada curso com representantes dos estudantes. A pró-reitora de ensino de graduação Yvelise Maria Possiede disse, nesta terça-feira (24), que a mudança é positiva por fornecer maior quantidade de conteúdos e mais contato com o professor em sala. Segundo ela, foram afetadas todas as 96 graduações presenciais e em torno de 16 mil estudantes.

“Nenhum projeto é modificado só pelo coordenador de curso, só por uma cabeça. Existe um colegiado, existe um núcleo docente estruturante e, em todas essas instâncias, há a participação do corpo docente e discente”, relata.

Segundo ela, em cada graduação foram analisadas maneiras de escoar o déficit de horas gerado com a mudanças. Algumas encaminharam os estudantes para disciplinas em outros cursos, incluídas no currículo como optativas. Outros aumentaram a carga de horas complementares, que são atividades como palestras, cursos de extensão e outras capacitações que o estudante faz fora da universidade e tem que cumprir antes de se formar.

“Qualquer mudança, em qualquer nível da vida do cidadão, traz apreensão, medo e duvida. É isso que nossos estudantes estão vivendo nesse momento. Muito embora cientes, não estavam conscientes e preparados para essas mudanças”, diz Yvelise.

Uma acadêmica da instituição, de 35 anos, que pediu para não ser identificada, disse ao Campo Grande News que, com a alteração, ficou “devendo” 305 horas e afirma que teve de correr sozinha atrás de matérias em outras graduações.

O mesmo relatou à reportagem nesta terça-feira (24) outra estudante, de 23 anos, que também terá a identidade preservada. Ela teve déficit de 283 horas. “Nós tivemos que correr atrás sozinhos. Achei bem desagradável. Alguns cursos abriam, por exemplo, cinco vagas para alunos de outras graduações. Foi meio que na ordem de chegada”, relata.

A jovem, além das matérias normais do curso em que está matriculada, vai fazer cinco optativas que mesmo assim não foram suficientes para integralizar todas as horas faltantes. “É claro que nós queremos ter a melhor formação acadêmica, mas eu não vi isso como benefício. Peguei matérias aleatórias nos cursos que consegui encontrar, que não tem relação com a minha formação, só para fechar as horas”, diz. Segundo ela, no fim das contas os colegas conseguiram disciplinas para fazer a integralização, mas foi um desconforto.

No entanto, a pró-reitora garante que os alunos não ficaram desamparados. “A instituição vai atender todos os alunos, ninguém vai precisar correr atrás de disciplinas, de professor. A instituição vai dar conta disso. Estamos aqui para isso”, afirma.

“O impacto dessa modificação nesse momento está sendo grande, mas todo mundo já sabia disso. Todos os alunos foram informados em 2013 quando houve a resolução. Talvez não tivessem a exata noção”, completa Yvelise.



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