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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

23/09/2015 17:56

Banco público de sangue do cordão umbilical continua no papel na Capital

Ricardo Campos Jr.
Evento debateu implantação do banco de sangue de cordão umbilical na Capital (Foto: Pedro Peralta)Evento debateu implantação do banco de sangue de cordão umbilical na Capital (Foto: Pedro Peralta)

Campo Grande foi escolhida há dois anos pelo Governo Federal para sediar um banco público de sangue do cordão umbilical. Porém, as tratativas para a implantação do serviço ainda não começaram e o projeto segue no papel. O assunto é discutido nesta quarta-feira (23) entre profissionais, especialistas e gestores públicos na tentativa de elaborar encaminhamentos que ajudem a viabilizar o espaço.

O oncologista Marcelo dos Santos Souza, que atua nos hospitais Regional e Universitário, explica que a União repassa R$ 3,5 mil por cordão armazenado. O material é colocado dentro de um recipiente com nitrogênio líquido onde cabem cinco mil amostras. A manutenção dos materiais envolve apenas a reposição do nitrogênio que os mantém na temperatura ideal.

Segundo ele, o espaço também poderia ser utilizado para transplante de medula óssea, que atualmente ainda não é realizado em Mato Grosso do Sul. “É totalmente viável e necessário. Estamos deixando de tratar muitos pacientes que poderiam ter a chance de cura e hoje não chegam ao tratamento porque não têm tempo viável para serem encaminhados para fora”.

Então, por que o banco ainda não desenvolvido na capital? “É exatamente isso que nós vamos debater e ver de que forma poderia ser ativado o mais rápido possível”, afirma o defensor público Nilton Marcelo de Camargo.

Segundo ele, o estado conta somente com um banco particular, onde o material pode ser usado somente pela pessoa que pagou para armazená-lo. Se o projeto sair do papel, o sangue entraria para um cadastro nacional e poderia ajudar pessoas em outros estados, assim como as pessoas de Mato Grosso do Sul seriam beneficiadas da mesma forma.

Márcia Del Fabro, que representou o secretário municipal de Saúde Ivandro Fonseca na reunião, disse que é alto o custo de manutenção de um banco de armazenamento e que o município tentou, em parceria com uma entidade não governamental, implantar o serviço.

Ela não se lembra há quanto tempo foi tomada a iniciativa, mas afirma que ela fracassou tendo em vista que a cidade não conseguiria bancar o local. Por isso, segundo ela, a reunião é importante, pois poderiam ser definidas parcerias para instituir o ponto de armazenamento sem que pese apenas para um dos lados.

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