Bombeiros são acionados para queda de aeronave em Campo Grande
Hipótese é de que avião tenha caído durante tentativa de pouso, após baixa visibilidade causada por neblina

O Corpo de Bombeiros faz buscas após a suspeita de queda de um avião, na manhã desta sexta-feira (3), no Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Informações preliminares da corporação apontam que a queda pode ter ocorrido durante uma tentativa de pouso em uma pista privada perto do Condomínio Terras do Golfe, após a aeronave sair do aeródromo.
RESUMO
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O Corpo de Bombeiros realiza buscas após suspeita de queda de avião no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (3). A aeronave teria tentado pousar em pista privada após sair do aeródromo, possivelmente por falta de visibilidade devido à neblina. Pessoas de um hangar relataram ter ouvido uma explosão. As circunstâncias do acidente ainda são apuradas.
Ainda segundo as primeiras informações, a aeronave teria tentado pousar em outra ponto, possivelmente por falta de visibilidade, devido à neblina que tomou conta da Capital nesta manhã. Ainda na manhã de hoje, os condutores que trafegavam pela BR-262 e Avenida Ministro João Arinos, na saída para Três Lagoas, precisaram de cautela por falta de visibilidade.
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Integrantes do hangar de uma pista privada relataram ter ouvido uma explosão, mas ainda não haviam visto o acidente.
Éder Corrêa, proprietário do Hangar Aero Rural, contou que ouviu o barulho da aeronave por volta das 6h30, quando ainda dormia.
“Escutamos barulho de avião, como sempre ocorre. De repente, o barulho mudou, foi uma mudança meio drástica. Percebemos que era alguma coisa de motor. Foi tipo uma queda, mas não tinha fumaça”, relatou.
Segundo ele, a impressão é de que se tratava de uma aeronave pequena. Após o ruído, o Corpo de Bombeiros foi acionado, assim como equipes da Superintendência de Viação.
“Estão informando que foi queda de avião, mas ninguém sabe de onde veio. Na hora do barulho, estava uma neblina feia, o teto muito baixo, sem condições nenhuma de voar”, afirmou.
O Campo Grande News acompanha o trabalho das equipes no local. Na área onde há suspeita de queda do avião, próxima ao condomínio Terras do Golfe, duas equipes do Corpo de Bombeiros fazem buscas. Também foram mobilizadas uma unidade de resgate e uma viatura de combate a incêndio.
As circunstâncias da queda ainda são apuradas.

Outro acidente - Em 2014, a queda de uma aeronave em Jaraguari matou o advogado Marco Túlio Murano Garcia e o piloto Genese Pereira. O avião caiu logo após decolar do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande.
O acidente ocorreu na manhã de 6 de dezembro e mobilizou o Corpo de Bombeiros e duas aeronaves do Esquadrão Pelicano, da Base Aérea de Campo Grande. A aeronave ficou totalmente destruída na queda.
Caso emblemático - Com quatro acidentes fatais e sete mortes registradas, 2025 figura entre os anos mais letais da aviação em Mato Grosso do Sul na última década. Os dados são do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), que apura eventuais responsabilidades criminais, e do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), responsável pela investigação técnica das ocorrências e registros desde 2015.
O caso mais emblemático ocorreu em 23 de setembro, quando a queda de um Cessna Aircraft 175 em uma fazenda de Aquidauana, a cerca de 140 quilômetros de Campo Grande, matou quatro pessoas.
Entre as vítimas estava o arquiteto chinês Kongjian Yu, referência mundial no urbanismo sustentável e criador do conceito de “cidades-esponja”. Ele estava no Pantanal para a produção de um documentário e para analisar o bioma como sistema natural de absorção e filtragem da água, referência para projetos urbanos adaptados às mudanças climáticas.
Também morreram no acidente o cineasta brasileiro Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz; o documentarista Rubens Crispim Jr.; e o piloto e proprietário da aeronave, Marcelo Pereira Barros, conhecido nas redes sociais como “Marcelo Pantaneiro”.
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