Em tuk-tuk adaptado, Alberto vende sushi tradicional e sem modinhas
Veículo chama atenção por onde passa e custou cerca de R$ 50 mil para ser personalizado
Nas feiras de Campo Grande não tem como reparar em um simpático tuk-tuk adaptado que serve sushi. O veículo chama a atenção pelo visual diferente, mas é o cardápio do sushiman Alberto Noriyoshi Higuti que conquista os clientes. Na contramão das receitas cheias de misturas e invenções abrasileiradas, ele aposta no sushi tradicional, sem modinhas e valorizando os sabores da culinária japonesa.
Alberto conta que a história dele nas feiras começou em 1992, quando ele e a esposa montaram uma barraca na antiga Feira Central, que ainda funcionava na Rua Mato Grosso. Naquela época, os dois vendiam sobá, yakimeshi, sucos e também um pouco de sushi.
Com as mudanças da feira e a evolução do negócio, ele foi adaptando o trabalho. Os sucos deram lugar aos sushis, que passaram a ser o principal produto. Ao mesmo tempo, Alberto também trabalhou por mais de 15 anos preparando sushis no antigo Restaurante Tókyio, conciliando a rotina entre o restaurante e a feira.
Segundo ele, a ideia do tuk-tuk começou durante uma viagem a Campinas (SP). Em um shopping, ele viu um triciclo usado para vender sorvetes e achou o modelo interessante. “Eu titei fotos e pesquisou durante cerca de um ano até decidir criar minha própria versão”, pontua.
Em vez de comprar um pronto, o feirante projetou toda a estrutura junto com amigos que trabalham com reboques. O investimento ficou em torno de R$ 50 mil.
O resultado virou um dos grandes diferenciais do negócio. Por onde passa, o tuk-tuk desperta a curiosidade de quem vê. "É uma atração. O pessoal acha bonito, diferente, pergunta como funciona e tira foto", afirma.
Além do visual chamativo, o veículo também facilita a rotina. A estrutura pode ser retirada e instalada na feira, e o triciclo ainda serve para transportar parte dos equipamentos.
No cardápio, Alberto mantém a proposta de oferecer sushis tradicionais, como futomaki, inari e onigiri, além de opções mais conhecidas do público brasileiro, como combinados de filadélfia e grelhado. Ele também vende doces japoneses artesanais, como mochi e manju, preparados pela família.
Os produtos custam a partir de R$ 20 e carregam a mesma filosofia de preservar a tradição da culinária japonesa sem abrir espaço para exageros ou modismos.
Alberto está na feira da Rua Ceará com a Amazonas às quintas-feiras, a partir das 16h, e também na Feira Central de Campo Grande. O telefone para contato é o (67) 99955-3670.
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