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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019

15/10/2019 11:53

Candidatos sub judice e condenações mudam corrida eleitoral de conselhos

Dois candidatos, um deles na lista de mais votados, já foram excluídos da eleição e outros 5 ainda estão sub judice

Izabela Sanchez e Fernanda Palheta
Coordenadora da Comissão Eleitoral do CMDCA, Alessandra Hartmann na tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (15) (Foto: Fernanda Palheta)Coordenadora da Comissão Eleitoral do CMDCA, Alessandra Hartmann na tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (15) (Foto: Fernanda Palheta)

De olho na posse para as funções de conselheiros tutelares no dia 10 de janeiro, os candidatos de Campo Grande ainda têm muito pela frente e a corrida eleitoral, apesar de ter nomes definidos, deve mudar até o ano que vem. O motivo são os candidatos sub judice, que concorreram mesmo sem terem sido aprovados nas etapas do concurso que precedem a eleição. Além deles, também há candidatos que respondiam a procedimentos internos dentro do próprio CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente).

Nesta terça-feira (15) o Conselho publicou no Diário Oficial a exclusão de um dos candidatos que haviam vencido a eleição. Marcelo Marques de Castro, 13º mais votado - recebeu 384 dos mais de 20 mil votos – já era conselheiro lotado no 1º Conselho Tutelar Região Sul e respondeu a procedimento interno por fato ocorrido em 2016.

A resolução publicada ocorreu após decisão da Comissão Permanente de Ética dos Conselheiros Tutelares de Campo Grande. Presidente da Comissão de Ética, Reinaldo Rodrigues Ribeiro foi até a Câmara Municipal nesta terça-feira (15) e explicou que Marcelo foi excluído do processo por ter sido responsável, à época, por acolhimento considerado inadequado.

Ele teria encaminhado para casa de acolhimento, por 15 dias, criança cuja família havia deixado com cuidadora. O caso chegou até o conselho por meio de denúncia e o conselheiro resolveu acolher a criança após visita ao local onde a criança estava. A mãe, no entanto, recorreu em juízo e conseguiu a criança de volta.

A decisão interna contra Marcelo não foi unânime, mas a maioria dos membros da Comissão de Ética decidiu que o acolhimento foi indevido. Mesmo sob recurso administrativo, ao recorrer dessa decisão, ele concorreu no novo pleito para conselheiros.

Reinaldo ainda afirma que outra candidata - esta não está entre as mais votadas -, também terá o nome indeferido no processo. Trata-se da conselheira Cassandra Szuberski, que inclusive chegou a ser afastada da função por 30 dias após procedimento interno do CMDCA. Sub judice, ela conseguiu concorrer, mas não ficou entre os 25 escolhidos. Reinaldo disse que a resolução com indeferimento da candidata será publicada em Diário nos próximos dias.

A vice-presidente do CMDCA, Alessandra Rossi e a coordenadora da Comissão Eleitoral do CMDCA, Alessandra Hartmann na Câmara nesta terça-feira (15) (Foto: Fernanda Palheta)A vice-presidente do CMDCA, Alessandra Rossi e a coordenadora da Comissão Eleitoral do CMDCA, Alessandra Hartmann na Câmara nesta terça-feira (15) (Foto: Fernanda Palheta)

Sub judice – Entre os 25 nomes escolhidos nessas eleições, 5 só concorreram por força de liminar judicial. Esses candidatos foram reprovados em alguma das etapas que precederam as eleições.

É o caso, por exemplo, da segunda candidata mais votada, Liana Maksoud, que recebeu 696 votos. Ela recorreu na Justiça após ser reprovada na primeira etapa, de conhecimentos específicos. Ela que é pedagoga e conselheira, não conseguiu alcançar pontuação mínima de 17 pontos e seguir para a etapa seguinte, prova de informática.

No mandado de segurança impetrado contra ato do presidente do CMDCA, Celso José Santos, alegou que a prova escrita contrariou as normas previstas no edital do processo seletivo.

Além dela, estão sob judice Vânia Aparecida, a 6ª mais votada, Adriana Marques, 10ª mais votada, Mirian, 11ª mais votada e Adriano Ferreira, 18º mais votado. Adriana, que é assistente social, concorreu com liminar por não ter sido aprovada na quarta etapa de exame psicológico, etapa que também reprovou o psicólogo Adriano Ferreira.

Confusão – Marcada por confusão do início ao fim, a escolha dos novos conselheiros teve de ser esclarecida, na manhã desta terça, na Câmara Municipal. A coordenadora da comissão organizadora, Alessandra da Silva Hartmann foi chamada após pedido protocolado pelo vereador João César Mattogrosso (PSDB).

Confira a lista dos mais votados:

1. Sérgio Luiz - 1.050
2. Liana Maksoud – 696
3. Ana Cláudia Palmeira - 685
4. Anna Carolina Kalache - 581
5. Maria Lúcia Maciel - 571
6. Vânia Aparecida – 495 
7. Letícia Ferreira - 474
8. Tatiane Lima - 458
9. Suellen Leme - 455
10. Adriana Marques – 422 
11. Mirian – 414 
12. Cristina Froes - 406
13. Marcelo Marques - 384
14. Ângela Maria - 361
15. Éder Rosa - 349
16. Daniela da Silva - 349
17. Joana Queiroz - 331
18. Adriano Ferreira – 319 
19. Cristiane da Silva - 317
20. Vera Lucia - 311
21. Sandra Aparecida - 301
22. Gleise de Fátima - 303
23. Raquel Lázaro - 286
24. Julianna Nery - 283
25. Hellen Prado - 268

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