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Capital

Capital inicia nova etapa de mutirão contra a dengue a partir de hoje

Primeira fase vistoriou quase 40 mil imóveis na cidade; novos bairros terão foco nos próximos dias

Por Guilherme Correia | 16/05/2022 08:50
Agente de saúde orienta população a adotar cuidados de prevenção contra a dengue. (Foto: Prefeitura de Campo Grande)
Agente de saúde orienta população a adotar cuidados de prevenção contra a dengue. (Foto: Prefeitura de Campo Grande)

Segunda etapa da campanha “Operação Mosquito Zero” tem início nesta segunda-feira (16), nas sete regiões urbanas de Campo Grande, com foco nos bairros de "maior índice de infestação para o Aedes aegypti ou incidência da dengue".

Cerca de 350 servidores da CCEV (Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais) da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) estão mobilizados nas ações que ocorrem simultaneamente.

Em publicação no site oficial de notícias da prefeitura, o coordenador Vagner Ricardo explicou quais medidas de prevenção têm sido tomadas para reduzir casos da arbovirose em território campo-grandense.

“Os agentes atuam nestas áreas consideradas mais críticas com trabalho de manejo, vistoria de imóveis, terrenos baldios e recolhimento de materiais inservíveis potenciais criadouros do mosquito, além da sensibilização da comunidade, considerando que 80% dos focos do Aedes aegypti ainda são encontrados dentro das residências."

Esta fase da campanha está prevista para ser feita até 31 de maio, focando nos bairros Vila Carlota, Cruzeiro, Jardim Leblon, Nova Campo Grande, Jardim Noroeste e Mata do Segredo.

Na primeira etapa, realizada entre 2 e 13 de maio, mais de 39,1 mil imóveis foram inspecionados, 25,1 mil depósitos potenciais criadouros do mosquito removidos e 1,1 mil focos encontrados e eliminados.

Dengue - Até 10 de maio deste ano, foram notificados 4.210 casos de dengue e três óbitos provocados pela doença em Campo Grande. Somente no mês de abril, foram 1.697 casos - quase 50% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado.

Oito bairros e parcelamentos de Campo Grande encontram-se com índices considerados muito alto, conforme mapa de notificações - Jardim Noroeste, Maria Aparecida Pedrossian, Rita Vieira, Tiradentes, Cruzeiro, Nova Lima, Novos Estados e Panamá. Outros 22 apresentam índice alto, 35 moderado, oito baixo e apenas um, o Jardim São Bento, zero

Vale ressaltar que Campo Grande é uma das cinco cidades do País escolhidas para receber o projeto Wolbachia, que deve colher frutos até o fim de 2023.

No mês passado, outros nove bairros foram contemplados na implementação do método, que libera mosquitos sem capacidade de transmissão da doença, como forma de complementar no combate a dengue, zika e chikungunya.

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