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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

15/08/2013 09:00

Caro e sem demanda, veículo leve sobre trilhos é inviável na Capital

Lidiane Kober e Edivaldo Bitencourt
Sistema de transporte leve sobre trilhos passaria pela Orla Morena (Foto: Marcos Ermínio)Sistema de transporte leve sobre trilhos passaria pela Orla Morena (Foto: Marcos Ermínio)

Caro e sem demanda, o projeto de instalação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é inviável na Capital. No início de agosto deste ano, a equipe do prefeito Alcides Bernal (PP) pediu a presidente Dilma Rousseff (PT) R$ 380 milhões para viabilizar o sistema de transporte a fim de unir a região do Terminal Guaicurus ao Aeroporto Internacional de Campo Grande.

O plano é aproveitar os trilhos de antigo trajeto de trem para realizar a obra em 13 quilômetros. A vantagem residiria no fato de não precisar desapropriar a área, mas o problema é o alto custo do investimento. Estudos indicam gastos entre R$ 40 milhões a R$ 50 milhões por quilômetro. Além disso, o preço do trem seria altíssimo.

Segundo técnicos consultados pelo Campo Grande News, o VLT “é fora da realidade da Capital” por mão existir volume de passageiros. Por ser bem mais barato, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, optou por instalar corredores de ônibus, conhecido em Curitiba (PR) como BRT (Bus Rapid Transit), para interligar a região da Barra da Tijuca à Zona Sul.

Por dia, usam o sistema de transporte na Barra 220 mil passageiros. “Campo Grande toda tem R$ 200 mil usuários”, informou um técnico no setor, que pediu para não ser identificado. A região com maior fluxo seria a do Bairro Aero Rancho, com cerca de seis mil passageiros por dia,

Responsável pela elaboração do Plano Diretor da Capital, o engenheiro civil, especialista em trânsito, Antônio Carlos Marchezetti, disse que Campo Grande comporta BRTs, três a quatro vezes mais barato do que os VLTs. Um deles, inclusive, foi instalado na cidade.

“No Brasil, não temos nenhuma experiência de VLT. Cuiabá (MT) está construindo um, considerado uma incógnita e que está custando duas vezes mais do que o previsto”, comentou.

Ainda sobre Campo Grande, ele explicou que a cidade está em fase de crescimento com regiões se consolidando. “O VLT não tem a mesma flexibilidade do BRT, portanto, você pode construí-lo em uma região que, futuramente, não terá mais a mesma demanda”, ponderou Marchezetti.

Além disso, a velocidade máxima do transporte é de 20 quilômetros por hora. “Se parar de esquina em esquina, a velocidade não passa de 10 quilômetros por hora. Quem vai querer andar nessa velocidade, até um corredor maratonista corre mais rápido”, comparou o engenheiro civil.

Ele frisou ainda que a manutenção do sistema de transporte exige tecnologia sofisticada e exige altos investimentos. “Quem vai pagar para manter o custo?”, questionou. “Nas manifestações, os usuários deixaram claro não aceitar mais tarifas altas, então, a prefeitura vai bancar?”, emendou. “O certo é manter uma discussão técnica muito séria sobre o assunto”, finalizou Marchezetti.

SepultadoO projeto foi revelado pela presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Kátia Castilho, durante reunião com os vereadores na Câmara Municipal. No entanto, ela não divulgou os pontos positivos da proposta, já que o mesmo projeto tentou ser implementado na gestão anterior, de NelsonTrad Filho (PMDB), e acabou sendo sepultado por ser inviável. 

O principal problema é o alto custo e a baixa demanda para o este tipo de transporte. Por isso, a Agetran já tinha optado pelos corredores de ônibus. 

O Campo Grande News apurou que o projeto divide a equipe de Bernal. Enquanto parte quer aproveitar os R$ 50 bilhões destinados para Mobilidade Urbana pela presidente Dilma, outra avalia que a proposta pode se transformar em um elefante branco, caro e inútil. 

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Outro ponto é sobre o VLT em Cuiabá, onde resido atualmente. Além do custo absurdo para implantação, da incógnita sobre o custo das passagens, quanto ao real volume de passageiros que serão beneficiados e da inviabilidade de alterar os trajetos no futuro, tudo isso versus o BRT, a menos de 1 ano da realização da Copa do Mundo poucos em Cuiabá acreditam que o VLT estará pronto antes da Copa de 2014. Na verdade, mesmo que fique pronto, muitos acreditam que em menos de 5 anos o sistema estará obsoleto pelos trajetos escolhidos e diversas outras consequências muito piores para uma cidade que já sofre pela total ausência de planejamento nos últimos 20 anos e o que é ainda pior, está fazendo enormes intervenções novamente sem planejamento adequado e sem prever as consequências para o futuro.
 
Márcio Roberto de Araújo em 15/08/2013 20:13:55
Faço duas ponderações para botar mais lenha na fogueira: a 1ª é ao Sr. Samuel que fez um infeliz comentário sobre o ex-prefeito Lúdio Coelho a quem a história ainda está devendo maior reconhecimento como grande responsável por plantar as sementes da bela cidade que CGR é hoje. Foi com sua coragem, ousadia e o desapego que tinha pelo poder que implantou processos eficientes de cobrança de IPTU (medida extremamente impopular, mas necessária, que garantiu contribuição justa, crescimento equilibrado e consistente da cidade. Será que algum prefeito teria coragem de adotar uma medida dessas correndo o risco de enterrar seu futuro político/reeleição..??) e muito bem lembrado, criou também o SIT (Sistema Integrado de Transporte) que regularizou um caos existente na época.
 
Márcio Roberto de Araújo em 15/08/2013 19:53:33
É o povo de mato grosso sofrerá duras penas pra pagar a conta altíssima de um tal de vlt. São + de 1 bilhão e trezenos milhões o custo deste monstro. Moro aqui em mato grosso e sei o quanto vai nos custar.
 
JOSÉ DOS SANTOS em 15/08/2013 16:58:41
O QUE ADIANTA TER UM TRANSPORTE DE PRIMEIRO MUNDO, E A POPULAÇÃO JOGADA NOS CORREDORES DE HOSPITAIS E POSTOS DE SAUDE . PALHAÇADA.
 
claudiney b. soaras lechuga em 15/08/2013 16:01:07
Aposto que quem disse que não tem demanda nunca andou de onibus e não faz idéia de como é pegar o onibus sempre cheio, outra coisa, se tivessemos um transporte de qualidade é lógico que eu deixaria meu carro em casa, pois a gasolina é cada vez mais caro do que pagar 6%do meu salário que é uma mixaria. Quanto ao valor do custo é só deixar de gastar dinheiro como por exemplo o AQUARIO do pantanal, linha de Trem do Pantanal que não funciona e outras obras e salários de políticos por aí afora.
 
solange aparecida gaite carvalho em 15/08/2013 15:48:33
Alto custo com baixa demanda! Os salários dos políticos geram um alto custo e eles tem baixas demandas nas melhorias para o cidadão, então porque não cortar os gastos políticos pela metade tambem?
 
Alexandre de Souza em 15/08/2013 15:37:27
Se houvesse vontade política em acabar com o monopólio do transporte coletivo, poderíamos ter um serviço descente e com a concorrência quem sabe as empresas fariam o possível para oferecer o melhor, agora enquanto ficamos reféns de um sistema monopolista e de um governo que incentiva a compra de carros, mais não o uso do transporte público, continuamos na situação caótica que o transporte e o transito aí estão!
 
Junior Ferreira em 15/08/2013 15:25:24
Vai ver que acharam inviável porque não dará o desvio de verba previsto para agradar a todos! kkkkkkkkk VIVA o Brasil!!
 
Anna Gonçalves em 15/08/2013 15:12:25
Melhor dizendo, vai se transformar em um Aquário do Pantanal!
 
Sidney Santos em 15/08/2013 14:51:29
O que torna "inviável" o projeto é o lobby que as empresas de ônibus tem dentro da Câmara e Prefeitura. Esses parasitas, além de cobrar caro por um transporte com veículos ruins, em quantidade insuficiente e que explora os motoristas, querem impedir a qualquer custo que se implante qualquer outro sistema alternativo de transporte.
 
Paulo Medeiros em 15/08/2013 13:44:20
Não tem demanda porque com a péssima qualidade do transporte público oferecido somos obrigados a ter carro ou moto para circularmos pela cidade. Por isso que Campo Grande já está com o trânsito caótico.
 
Otavia Cunha em 15/08/2013 13:04:04
Gente para de dar informações erras, o trajeto será na Via Morena e não Orla Morena, esta na hora de Campo Grande cotar com um transporte moderno, inviável é continuar a colocar a população para andar nesses ônibus velhos e lotados.
 
Michael Nunes em 15/08/2013 12:00:01
O PROBLEMA É QUE, SE FALA MUITO E SE FAZ POUCO!!...QUALQUER UM SERVE DESDE QUE SE IMPLANTE COM SERIEDADE.
 
Paulenir de Barros em 15/08/2013 11:56:07
Outra observação no comentário do engenheiro entrevistado: não temos nenhum BRT na cidade! O que temos são corredores, que quase ninguém respeita, e pontos de ônibus adaptados para o pré-embarque. BRTs são providos de tráfego segregado (canaleta) e estações de pré-embarque em nível, ou seja, dela se acessa os veículos sem precisar subir escadas. Por falar em veículos, estes também podem ser diferenciados, especialmente com piso baixo e suspensão a ar, não esses ônibus montados sobre chassis de caminhões que rodam na cidade (exceção dos 5 Viale BRT que vieram no final do ano passado, mas mesmo assim não são piso baixo).
 
Paulo Medeiros em 15/08/2013 11:32:37
Corrigindo uma informação que coloquei: a velocidade MÉDIA do VLT é de 30km/h, não 20. E a máxima pode atingir 100km/h a depender da composição e do traçado, mas obviamente que não chegaríamos a tanto tendo em vista que o seu uso é urbano. Outras cidades que estão com projetos de VLT, já implantando ou já implantaram: Cuiabá, Maceió, Natal, João Pessoa, Macaé/RJ, Recife, São Luís, Santos, Fortaleza, Campinas (reativando com outro traçado), Rio de Janeiro, Goiânia, Uberlândia, Brasília, Salvador, etc. Vejam que há cidades menores que Campo Grande na lista e todas as capitais do Centro-Oeste.
 
Paulo Medeiros em 15/08/2013 11:23:14
Eles piraram escolhendo este trecho. A Orla Morena não é a região de maior demanda para transporte. Não justifica que la ja tem espaço. A maior demanda (e deve ter demanda de passageiros para o investimento ser rentável) esta entre a região do Aero Rancho , o centro, e quem sabe, o indubrasil (se conseguir atrair mais empresas). Por enquanto esta linha deveria ser instalada só na Gunter Hans - Manoel da Costa Lima - Costa e Silva (integrar com terminal de ônibus la), e continuar ate Calogeras/Afonso Pena. Quando tiver demanda suficiente direção aeroporto/indubrasil é só instalar uma continuação na Afonso Pena - Duque de Caxias. Também poderia fazer sentido uma segunda linha Moreninhas - BR163 - UFMS - Costa e Silva - terminal Morenão. Ai sim vira um sistema integrada e util.
 
Marcos da Silva em 15/08/2013 11:19:07
BRT é horrível pra cidade. Curitiba mesmo onde tem esse transporte é horrível e ainda assim continua os congestionamentos.
 
Lucas Andrade em 15/08/2013 11:04:12
"Responsável pela elaboração do Plano Diretor da Capital, o engenheiro civil, especialista em trânsito, Antônio Carlos Marchezetti?" De onde tiraram isto, O Plano Diretor foi de Responsabilidade do Planurb e seus técnicos e Realizado pela empresa da Zuleide e Garabini. Além do mais a cidade é projetada para o futuro e por isto foi deixado o espaço do antigo trilho para ser utilizado em um futuro e se existir recursos porque não direcionar para o VLT? aliás nestes lugares existem um vazio urbano gigantescos e podemos direcionar a ocupação e não o mercado imobiliário dizer que lugar ocupar, mas o Planejamento.
 
Janio peixoto em 15/08/2013 11:03:18
Há algumas observações a serem feitas em cima dos relatos do engenheiro ouvido pela reportagem: 1- A velocidade MÉDIA é 20km/h (a mesma que os ônibus, mas transporta mais passageiros), portanto, incluem-se paradas em estações e travessias. O veículo pode atingir 60km/h com folga; 2- No Brasil temos experiência com VLT, sim, foi em Campinas e fracassou devido à linha implantada não atender as regiões com maiores demandas, como se propõe em CGr. Outras cidades, além de Cuiabá, estão implantando/implantaram (Maceió, Natal, João Pessoa, etc); 3- O VLT é mais flexível que o BRT, uma vez que pode-se realocar os trilhos para outro traçado, coisa que não se pode fazer com a canaleta do BRT; 4- Custo de manutenção do VLT é menor, pois se elétrico não consome óleo diesel, a energia é bem mais barata
 
Paulo Medeiros em 15/08/2013 10:48:12
Samuel, o Lúdio era uma figura grotesca e coronel? Uma pena que você não terá mais a oportunidade de ter uma "prosa" com ele pra mudar essa sua visão deturpada. Uma pessoa que DAVA casas a seus funcionários quando estes passavam por necessidades ou se aposentavam? Alguém que ainda garoto tirava o casaco que usava e dava ao filho do peão que passava frio? Você já teve um gesto como esse? Aconselho ler a biografia desse grande CIDADÃO, que por acaso foi um político respeitado e admirado pela Direita e pela Esquerda, e que tivemos a honra de ter em nosso Estado antes de emitir comentários baseados em boatos. Aliás, foi ele que implantou o SIT (Sistema Integrado de Transportes), tendo uma visão de futuro e ousadia que até hoje os sucessores não tiveram, pelo contrário, modificaram-o pra pior.
 
Paulo Medeiros em 15/08/2013 10:38:26
Asfalto, precisamos de asfalto com qualidade urgente, Campo Grande está virando um buraco só, o único lugar bem asfaltado é a afonso pena, FAZ ASFALTO ONDE NÃO TEM, ARRUME ONDE HOJE SÓ HÁ BURACO. O que temos de transporte atualmente atende a nossa demanda sem problemas, os ônibus andariam mais rápido se não tivesse tanto buraco na rua.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 15/08/2013 10:36:52
A mesma criatura que acha não precisar de trem, vive no atraso da vida. A rodoviária nossa, construída por Empresário, é um mocó, uma vergonha. Um trem impediria de 50 ônibus ficar atrapalhando o transito e poluindo.
 
luiz alves em 15/08/2013 10:26:57
Era campanha, época em que se ouvia promessas do candidato pelas rádios e a figura grotesca de fazendeiro e coronel de Ludio Coelho, apareceu ganhando as eleições para prefeito com a promessa de que construiria o transporte sobres as linhas da RFFSA. Até hoje! Talvez na outra encarnação. Aí veio seu compadre André e arrancou esses trilhos de forma violenta e na escuridão da madrugada, o que tornou a promessa em conversa de politico e essa nunca mais seria real. Agora vem aí mais um deles; Bernal. Tenta arrecadar milhões para um sonho longe da realidade: criar trens de passageiros ligando as Moreninhas ao Indubrasil, reconstruindo a historia refazendo os trilhos em seu lugar original e com passagens a 1 real...mas faltando 3 anos p sair, não vai dar! Nem pagou a fatura!
 
samuel gomes-campo grande-ms em 15/08/2013 09:45:15
Na verdade, muito desses políticos e diretores de órgãos estão visando o quanto eles poderão embolsar com um projeto milionário desse. Já está na hora de termos pessoas competentes para gerenciar nossa administração pública, e parar com esse tipo de estudo de projetos ultrassônicos que não acrescentarão nada em nossa cidade futuramente. Analise você, 50 milhões por km? Enquanto isso, não temos médicos, não há qualidade na educação, inúmeros bairros não tem infraestrutura básica, muitos servidores públicos são mal remunerados...Precisamos mesmo de um veículo leve sobre trilhos? Acordem autoridades!!! A população sofre a dor da má gestão dos senhores aliados aos seus interesses particulares ao invés de buscar o melhor para a sociedade.
 
Lucas Andrade em 15/08/2013 09:30:18
Se não houvesse tanta roubalheira, tanta mentira, tanta safadeza, poderíamos escolher entre VLT, metrô, ônibus, poderíamos até andar de carro próprio, ou táxi, poderíamos ter ruas bem mais largas e dignas de serem andadas, poderíamos até tertodos as opções juntas. Ah, se não houvesse tanta safadeza por parte dos seres humanos
 
Ricardo Almeida em 15/08/2013 09:30:07
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