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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

03/06/2013 10:47

Chapa impugnada vai acionar Justiça para tentar anular a eleição no Sisem

Luciana Brazil

Membros da chapa “Restituição com Compromisso, Moralidade e Luta”, rejeitada na semana passada no processo eleitoral dos servidores municipais de Campo Grande, vão recorrer, ainda hoje, à Justiça para pedir a anulação das eleições realizadas nesta segunda-feira, na sede do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande) e em vários pontos da cidade.

Em meio a denúncias, representantes da "Chapa 2" pretendem invalidar a votação, afirmam que houve fraude no processo eleitoral, além de outras irregularidades cometidas pela chapa que busca a reeleição. “Vamos fazer de tudo para que essa eleição seja anulada. O prazo para defesa da chapa impugnada é dia 5. Como a eleição pode acontecer no dia 3?” questiona, o membro da Chapa 2, Pedro Félix.

Segundo ele, a rejeição da chapa aconteceu depois que o atual presidente do Sisem e candidato a reeleição, Marcos Tabosa, modificou o estatuto para, propositalmente, excluir a concorrência.

O tempo mínimo de filiação ao sindicato para quem pretende se candidatar é de um ano, conforme a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho). Porém, o Sisem teria aprovado a mudança, passando de um para três anos no mínimo. “Dessa forma, ele conseguiu tirar a nossa chapa. Ele frauda as atas para conseguir as coisas. Na assembleia, vão 20, 30 pessoas. Mas depois ele (Tabosa) passa no lugares pedindo para que as pessoas assinem, sem que nem saibam o que é”.

O atul presidente do Sisem, segundo Félix, também é alvo de acusações de desvio de dinheiro, além de um inquérito policial sobre o desvio de R$ 10 mil.

A eleição para a presidência, segundo Félix, chegou a ser anulada no ano passado, já que o judiciário estava investigando a administração do Sisem. As denuncias surgiram depois de desentendimentos entre o presidente Tabosa e o tesoureiro Oscar Mendes.

À época, membros da chapa 2 se uniram a Mendes para formalizar a denúncia. Mas Félix explica que o Tabosa e Mendes acabaram se unindo novamente. “Eu não sei qual foi o acordo entre eles, mas eles fizeram as pazes”. Diante da união, houve um acordo com o judiciário que acabou resultando na eleição desta segunda-feira.

Porém, Pedro Félix diz que o advogado de Mendes usou uma procuração dada pela chapa 2, que inicialmente denunciava Tabosa, para fazer o acordo judicial. “O judiciário acredita que nós aceitamos o acordo, mas não é verdade. Eles (Sisem) agem sempre de forma fraudulenta”.

Félix explica que Tabosa fabricava boletos para desviar dinheiro do sindicato. “Lá rola muito dinheiro, por isso ele não quer sair da presidência”.



Esta se tornando delicioso ver esta briga de comadres, com manobras de dar inveja a qualquer profissional e que afeta até o município. Vergonha ou não, esperamos que seja esclarecido estes fatos que a tempos têm sido denunciados.
 
Luciano Correia em 03/06/2013 13:58:15
Eu figuro no inquérito policial como testemunha e não como autor da denúncia. A alteração estatutária exigindo 03 (três) anos de filiação para concorrer a cargo eletivo no SISEM foi aprovada no ano de 2010, portanto há três anos, inclusive com a presença do sr. Pedro Félix de Souza que também assinou a folha de presença da assembléia geral extraordinária realizada. Esse cara ao invés de correr atrás de voto está desesperado perambulando pelos corredores do Poder Judiciário, tentando anular o pleito se utilizando de mentiras e artimanhas que caracterizam má-fé, pois percebeu, tardiamente, que não tem voto. Como explicar para aqueles que patrocinaram sua chapa a fragorosa derrota que tudo indica, sofrerá?
 
Oscar Mendes em 03/06/2013 13:26:34
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