ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
ABRIL, SEXTA  03    CAMPO GRANDE 30º

Capital

Chefe de quadrilha que arrombou mais de 60 veículos na Capital é recapturado

Milton Motta tentou se passar pelo irmão mais novo, mas foi reconhecido pela equipe do Batalhão de Choque

Por Clara Farias | 03/04/2026 15:53
Chefe de quadrilha que arrombou mais de 60 veículos na Capital é recapturado
Milton Motta Junior durante prisão em 2024 (Foto: Reprodução/Processo)

Milton Motta Júnior, de 51 anos, conhecido como "Juninho Burguês", que possui longa ficha criminal que inclui roubo a banco com morte de policial militar e atuação em organização criminosa ligada ao "chefe do tráfico", Gerson Palermo, foi recapturado nesta quinta-feira (2) por militares do Batalhão de Choque. Ele também é apontado como chefe de quadrilha que arrombou mais de 60 veículos em Campo Grande.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Milton Motta Junior, de 51 anos, conhecido como "Juninho Burguês", foi recapturado em Campo Grande por militares do Batalhão de Choque. Ele tentou se passar pelo irmão durante a abordagem. Com extensa ficha criminal, é apontado como chefe de quadrilha de furtos a veículos, suspeito de integrar o PCC e envolvido em roubo a banco com morte de policial. Possuía mandado de prisão em aberto desde outubro de 2024 por tráfico de drogas.

Conforme apurado pela reportagem, Milton Motta Júnior estava com mandado de prisão em aberto desde 16 de outubro de 2024, expedido pela 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. O homem chegou a tentar se passar pelo irmão, de 49 anos, durante a abordagem, mas foi descoberto pela equipe.

"Juninho Burguês" possui longa ficha criminal em Mato Grosso do Sul. Ainda em 2023, ele e a esposa, Áurea Batista da Rocha Tanikawa, são investigados por comandarem uma quadrilha especializada em furtos de veículos na Capital. Apesar de a investigação ser recente, há registros de vítimas do casal desde 2007.

Conforme consta em processo da Operação All In, Milton Motta Júnior também foi investigado por participação em organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. A apuração apontou que o grupo atuava de forma estruturada entre Mato Grosso do Sul e o Paraná, com divisão de tarefas entre os integrantes.

De acordo com a denúncia, Milton integrava a associação criminosa ao lado de outros investigados, como Gerson Palermo, Hugo Leandro Tognini, Oswaldo Inácio Barbosa Júnior, Luiz Carlos Fernandes de Carvalho, João Leandro Siqueira, Ézio Guimarães dos Santos e Eduardo Peres da Silva, e foi condenado por associação para o tráfico. Ele recebeu pena de 6 anos, 1 mês e 15 dias de prisão.

Ainda conforme a investigação, a organização atuava principalmente no transporte e distribuição de drogas, com entrada de entorpecentes pela região de fronteira, especialmente por Corumbá, e posterior envio para outras regiões do país.

Durante uma operação realizada em agosto de 2023, quatro pessoas foram presas e um adolescente apreendido por envolvimento no esquema. A ação funcionava da seguinte forma: o casal ou pessoas aliciadas por eles arrombavam o vidro traseiro de veículos estacionados, furtavam objetos do interior e, caso houvesse cartões de crédito ou débito, eles eram utilizados em compras.

A ficha de Milton Motta também inclui envolvimento em roubo a uma agência do Banco do Brasil nos anos 2000, que terminou com a morte de um policial militar. As investigações apontaram que "Juninho Burguês" ajudou a quadrilha, vinda do estado de São Paulo, a cometer o crime. Ele foi preso em 2012 pela Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros).

O homem também é acusado de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e de participar de uma rebelião no Instituto Penal de Campo Grande, em 2008. Na época, "Juninho Burguês", na função de cantineiro, conquistou a confiança da direção do presídio e coordenou a rebelião. Após o caso, ele foi transferido para o Presídio de Segurança Máxima, onde permaneceu por cinco anos.