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Capital

Chuva traz de volta problemas de alagamento em pontos já conhecidos -

Por Paula Vitorino e Mariana Lopes | 21/09/2012 10:24
Moradora enfrenta rua alagada. (Fotos: Rodrigo Pazinato)
Moradora enfrenta rua alagada. (Fotos: Rodrigo Pazinato)
Veículos passam em esquema de revezamento pelo local.
Veículos passam em esquema de revezamento pelo local.

Depois dos vários dias de estiagem, a chuva forte que teve início nesta madrugada retomou antigos problemas de Campo Grande, como a inundação do lago do Rádio Clube Campo e a erosão na Spipe Calarge, que atingem a região da Vila Carlota.

“A hora que saí de casa com a chuva já tinha certeza que ia encontra isso. Sempre foi assim. A gente fica com medo de passar porque a pista está coberta de água e ninguém sabe a situação da via”, diz o corretor Félix Batista, de 59 anos, que mora na região há 25 anos.

A pista está alagada e a passagem de veículos no local acontece de forma revezada. A Defesa Civil está no local e orienta os motoristas a passarem pelo meio da pista, um veículo por vez.

De acordo com a Defesa, existe risco de cair parte da margem da via, do lado contrário da pista onde fica a calçada do Rádio.

“Eu já tinha visto pela televisão a rua alagada, mas nunca vi pessoalmente desse jeito. Fiquei com medo da pista cair”, diz a doméstica Regina da Silva Paixão, de 32 anos, que atravessou o local de bicicleta.

Os problemas de inundação no local são causados pelo assoreamento do lago, que constantemente transborda com as chuvas, e pelo desmatamento e falta de drenagem adequada do córrego Bandeiras, que causou erosão às margens da Spipe Calarge.

Obras - Em reportagem de abril do ano passado o Campo Grande News mostrou que a erosão no local, que começou pequena em meio a mata, estava tomando conta da área e preocupando os moradores.

Parte do asfalto chegou a cair e o trecho passou por obras emergenciais. A Prefeitura anunciou que as obras no local seriam incluídas no pacote do PAC 2 Cabaça, com recuperação da mata, drenagem e construção de barragem.O orçamento do projeto da área é de R$ 9 milhões.

No entanto, as obras não devem estar prontas para o próximo Verão, já que só começaram a cerca de um mês e ainda estão na etapa inicial, de interrupção do fluxo do córrego na área para os trabalhos.

Segundo o secretário de Obras do município, João de Marco, a demora foi devido a espera de liberação do recurso do Governo Federal.

O projeto prevê recuperação da mata nativa do córrego, que começa no bairro Rita Vieira e vai até o encontro com o córrego Anhanduí. Será feita drenagem das águas, recuperação da erosão e uma barragem para conter o fluxo da água.

Mas ainda assim o secretário frisa que o problema de alagamento do lago só será resolvido quando for concluído o desassoreamento, que é de responsabilidade do Rádio Clube Campo.

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