Com 718 desaparecimentos registrados em 2026, ação coleta DNA de familiares
Evento acontecerá de 24 a 28 de agosto na sede da DHPP, na Rua Doutor Arlindo de Andrade, no bairro Amambaí

Familiares de pessoas desaparecidas poderão participar, entre os dias 24 e 28 de agosto, da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa busca ampliar a identificação de pessoas desaparecidas e não identificadas por meio do cruzamento de perfis genéticos. A ação acontece a partir de segunda-feira,
às 8h, na sede da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e Pessoas Desaparecidas), na Rua Doutor Arlindo de Andrade, no Bairro Amambai.
RESUMO
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Familiares de desaparecidos podem participar da Mobilização Nacional de Coleta de DNA entre 24 e 28 de agosto, com Dia D na sede da DHPP. O objetivo é cruzar perfis genéticos para identificar pessoas desaparecidas. Em 2026, Mato Grosso do Sul registrou 718 desaparecimentos, sendo 313 em Campo Grande. A coleta é simples e indolor, e os dados genéticos são comparados com amostras de pessoas encontradas sem identificação.
Entre janeiro e agosto de 2026, 718 casos de desaparecimento foram registrados nas delegacias do Estado, segundo dados do Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional), que reúne informações dos boletins de ocorrência. Do total, 313 registros foram feitos em Campo Grande, que concentra a maior parte das ocorrências no Estado.
No mesmo período, o Estado registrou 764 ocorrências de pessoas encontradas, número 46 maior que o total de desaparecimentos registrados. Os dados, porém, se referem a registros de ocorrências e não significam necessariamente que todos os casos de desaparecimento tenham sido solucionados ou que as pessoas encontradas sejam as mesmas registradas como desaparecidas no período.
Durante a mobilização, familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético para inclusão nos bancos de DNA. Segundo a Polícia Civil, a coleta é simples e indolor e permite que o perfil genético seja posteriormente comparado com amostras de pessoas encontradas sem identificação.
O cruzamento dos dados pode ajudar na identificação de pessoas desaparecidas mesmo quando outros métodos de reconhecimento não são suficientes. A ferramenta também contribui para esclarecer casos de pessoas localizadas sem documentos ou que, por diferentes circunstâncias, não conseguem ter a identidade confirmada.
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