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Capital

Com bebês e acompanhantes, lactantes lotam Guanandizão neste domingo

Sem poder deixar os filhos em casa, mulheres correram para garantir a vacina contra covid-19

Por Ana Paula Chuva e Bruna Marques | 06/06/2021 09:40
Mães, pais e bebês na fila para vacinação no Ginásio Guanandizão. (Foto: Marcos Maluf)
Mães, pais e bebês na fila para vacinação no Ginásio Guanandizão. (Foto: Marcos Maluf)

Com vacinação exclusiva neste domingo (6), as lactantes correram para a fila no Ginásio Guanandizão para garantir a dose do imunizante contra covid-19. Acompanhadas pelos maridos ou alguém para ajudar, a fila no local por volta das 7h30 de hoje chegava a mais de 200 pessoas, foram as que já estavam dentro do ponto de vacinação.

Por conta da amamentação e com medo de não conseguirem comprovar que são lactantes, as mulheres que estavam na fila logo cedo para o imunizante precisaram levar os filhos e ainda um acompanhante, como é o caso da cabeleireira, Aline Silva, 35 anos.

Ela que saiu do Bairro Universitário para ir até o Guanandizão nesta manhã, estava acompanhada do marido e com o filho de cinco meses no colo. Enquanto amamentava sentada em uma cadeira emprestada por um dos servidores, o pai do bebê "segurava" o lugar na fila.

A cabeleireira, Aline, amamentando o filho na cadeira emprestada. (Foto: Marcos Maluf)
A cabeleireira, Aline, amamentando o filho na cadeira emprestada. (Foto: Marcos Maluf)

" Trouxe porque ele mama e não tem como deixar em casa. Quando cheguei tinha bastante gente na minha frente, mas a fila está andando rápido. O sentimento é de gratidão por poder ficar imune e também conseguir imunizar meu filho. É uma segurança para nós. Espero que seja realmente eficaz", disse Aline.

Após se recuperar da covid-19 com o marido, Glaciele Aparecida Fidelis Schott, 35 anos, também correu para a fila para garantir a sua dose do imunizante. Com a filha de quatro meses no colo ela torce para que a vacina garanta a imunidade da pequena também.

Para Glaciele, vacina é a garantia de imunizar também a filha. (Foto: Marcos Maluf)
Para Glaciele, vacina é a garantia de imunizar também a filha. (Foto: Marcos Maluf)

"No mês passado tivemos covid, eu e meu marido, e suspeito que ela tenha pego também porque estava muito enjoadinha. Tive receio de ter que trazê-la por conta do risco de contrair a doença, mas não tinha como deixar em casa", explicou Glaciele.

"Achei que demoraria muito na fila. Mas e menos de  1 hora já estou aqui dentro. Tantas pessoas morreram e a vacina é uma esperança. Espero que realmente passe a imunidade para minha fila pelo leite. A vacina e se cuidar são os únicos meios de conseguimos vencer a doença", continuou.

No limite do tempo de amamentação, Mayara Alves, 33 anos, também foi com o filha de dois anos e o marido até o ginásio nesta manhã e afirmou que poder se vacinar é uma vitória.

"Trouxe ela porque achei que ia demorar. Ela ia querer mamar e dar show. Ela mama bastante. Fiquei apreensiva porque as crianças não usam máscara, mas aqui está todo mundo respeitando e cuidando. Foi uma luta grande para as lactantes conseguirem a vacina", desabafou.

Mayara com a filha de dois anos no colo esperando pela vacina. (Foto: Marcos Maluf)
Mayara com a filha de dois anos no colo esperando pela vacina. (Foto: Marcos Maluf)

A aplicação da 1ª dose do imunizante contra covid-19 é feita em mães com até dois anos de amamentação e que tenham 30 anos ou mais. A vacinação é feita exclusivamente no Ginásio Guanandizão e vai até às 17h. O acesso ao local é pela Travessa Touro.

Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), a escolha do ponto de vacinação para as lactantes, foi baseada na logística. Ao Campo Grande News, a pasta explicou que nem todas as pessoas tem carro ou outro meio de locomoção por isso o acesso a um dos drive-trhus seria difícil e garante que em todos os pontos de imunização são adotadas todas as medidas de biossegurança.

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