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Capital

Com imóveis de luxo em SC, traficante preso fixava metas de produtividade

Thiago Almeida liderava esquema no bairro Tijuca e faturava até R$ 750 mil por mês

Silvia Frias e Liniker Ribeiro | 21/12/2018 11:49
Ligação entre membros (Foto/reprodução)
Ligação entre membros (Foto/reprodução)

Dono de dois imóveis em condomínio de luxo em Florianópolis (SC) e com renda mensal de até R$ 750 mil, cerca de R$ 25 mil ao dia, o traficante Thiago Paixão de Almeida foi preso ontem pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcótico), no bairro Caiobá, em Campo Grande. A investigação policial durou um ano e culminou em operação com prisão de 11 envolvidos no esquema. Cinco ainda estão foragidos.

A operação ocorreu em conjunto com GOI (Grupo de Operações e Investigações). Foram expedidos nove mandados de prisão, sendo quatro cumpridos, além de sete prisões em flagrante.

Dos detidos, três são “os cabeças” da organização. Além de Thiago Almeida, foi presa a sócia dele, Marília Freitas Teixeira, responsável por cobrar metas de produtividade na embalagem da cocaína, contratava advogados para os comparsas presos, e o gerente do esquema, Henrique Dias Rodrigues, que recebia o dinheiro e cuidada das contas dos dois sócios.

Arma, relófgios e drogas apreendidas durante segunda fase da operação (Foto: Kisie Ainoã)
Arma, relófgios e drogas apreendidas durante segunda fase da operação (Foto: Kisie Ainoã)
Mesa com documentos e contratos de imóveis que estão sendo investigados (Foto: Kisie Ainoã)
Mesa com documentos e contratos de imóveis que estão sendo investigados (Foto: Kisie Ainoã)

As prisões foram detalhadas hoje pelos delegados Reginaldo Salomão e Gustavo Ferrari. O líder do tráfico foi preso em uma casa no bairro Caiobá, onde foram encontrados R$ 3,7 mil, US$ 300,00, um quilode pasta base, duas armas, uma delas, pistola Glock 9 mm, de uso restrito com 17 munições, além de apetrechos para preparo da cocaína.

Segundo Salomão, os comparsas mantinham laboratório de manipulação da droga que funcionava regularmente na região. A droga era embalada em forma de gota, uma “assinatura” do traficante e uma forma de controlar a presença de outros vendedores da droga na região comandada por ele e Marília Teixeira.

Os policiais já estavam monitorando as atividades do grupo há cerca de um ano e, nos últimos dois dias, montaram vigilância em frente da casa de Almeida. Nesse período, ele saiu apenas duas vezes, uma delas, para jantar no Outback. O traficante levava um padrão de vida simples em Campo Grande, mas ostentava fora do Estado: é proprietário de dois imóveis em Balneário Camboriú, onde passaria as festas de fim de ano.

A investigação apontou ainda que Thiago havia comprado, em dinheiro, um terreno no valor de R$ 400 mil, em nome de laranjas, em local não informado. A estimativa é que o grupo lucrava de R$ 20 a R$ 25 mil por dia, uma renda total que chegava a R$ 750 mil por mês.

Na operação, vários documentos foram apreendidos, relacionados a comprar e venda de imóveis. A polícia identificou que a casa foi vendida, passando por nome de várias pessoas e, no fim, voltando ao dono inicial.

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