A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

03/08/2013 09:01

Com média de 25 estupros por mês, nova lei não muda cenário da violência

Aliny Mary Dias

Publicada ontem (2) no Diário Oficial da União (DOU), a nova lei federal que fornece a pílula do dia seguinte e assegura atendimento imediato a mulheres vítimas de estupro não deve mudar a realidade dos casos de violência em Mato Grosso do Sul.

Segundo a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Capital, Rozely Molina, a nova determinação é a mesma que já vem sendo adotada atualmente. “Aqui em Mato Grosso do Sul nós damos um atendimento imediato que é feito de maneira global. Todos os setores estão voltados para esse enfrentamento”, afirma a delegada.

Molina diz que a pílula do dia seguinte, ponto de maior polêmica da lei, é fornecida para as vítimas de estupro na cidade. “Não podemos negar que é um avanço significativo, mas já temos um trabalho totalmente voltado para a proteção da mulher”.

Para a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Mato Grosso do Sul e presidente da Comissão Municipal da Mulher, Mara de Azambuja Salles, a lei reforça os trabalhos que já vêm sendo feitos para combater os crimes de estupro.

“Já era sem tempo que a essa lei fosse sancionada. Na minha opinião, o mais importante é o atendimento médico para essas mulheres e depois a defesa dos direitos e isso já vem sendo feito em Campo Grande”, diz.

A campanha nacional para funcionamento 24 horas das delegacias da mulher é outra ação que pode ajudar na apuração dos casos. “Com o funcionamento integral, as mulheres terão um atendimento digno. Estamos batalhando para que isso aconteça e acreditamos que basta vontade política”, completa a advogada.

Do início do ano até agora, 177 mulheres foram estupradas em Campo Grande. Segundo os dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), a média é de 25 casos por mês.

O mês com mais casos registrados foi janeiro, quando 38 mulheres foram vítimas. Julho foi o mês com menos incidência do crime, 12 campo-grandenses foram vítimas do estupro. Em todo o Estado, 634 mulheres foram estupradas nos primeiros sete meses de 2013.

Em comparação com os sete primeiros meses de 2012, houve diminuição de três casos. Durante todo o ano passado, 338 mulheres procuraram à polícia após ter sido estupradas.



Passa fogo, nesses marginais que tudo se resolve.
 
Neyde de Oliveira em 05/08/2013 10:30:26
Que Lei?, não há Lei Punitiva, há condenação com inúmeros benefícios para o agressor, nada vai mudar, só haverá mudanças quando tivermos penas de morte ou prisão perpétua e sem direito a nada nem a visita familiar, o que temos é uma piada de Lei, o que se tenta fazer nas supostas mudanças da Lei, é uma verdadeira enganação ao povo, não temos políticos com coragem suficiente para emplacar LEIS severas, pois os mesmos tem medo que as mesmas sejam aplicadas com todo rigor contra eles e quem sabe até seus familiares.
 
Nery Ribeiro em 03/08/2013 11:13:16
Para acabar com o estupro, só capando mesmo os caras, amarrem uma linha de anzol no saco, estica e passa o machete, pronto, solta e deixa se virar, não pode receber tratamento do SUS, isso não vale.
 
Antonio Carlos em 03/08/2013 09:26:05
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions