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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

18/02/2018 09:15

Com medo de furtos, vizinhos se unem em grupo de monitoramento

No Carandá III os moradores usam câmeras para cuidar da vizinhança e transformam WhatsApp em plataforma para troca de informações

Geisy Garnes
A placa reforçando o monitoramento dos vizinhos marca a casa de quem participa do grupo (Foto: Paulo Francis)A placa reforçando o monitoramento dos vizinhos marca a casa de quem participa do grupo (Foto: Paulo Francis)

Diante do medo constante dos furtos, moradores de Campo Grande procuram cada dia mais novas formas de se proteger. Cadeados extras, grades reforçando as janelas, câmeras e alarmes cercam as residência, mas é a união entre vizinhos que vem chamando a atenção e se tornando a verdadeira arma contra os bandidos.

Foi assim que moradores do Carandá III viram a segurança aumentar na região. Ali, o grupo resolveu se unir em um grupo de WhatsApp, para usar a tecnologia e melhorias que cada um aplicou em casa para ajudar o outro. Pelas câmeras de segurança, disparo dos alarmes e até em “rondas” pelo bairro, os vizinhos formaram o grupo de vigilância.

O grupo surgiu em 2016, depois que o assessor jurídico Venício Soares e a esposa Andrea Soares, de 41 anos, tiveram a casa arrombada pela primeira vez. “Entraram a primeira vez aqui em casa em outubro de 2016 e aí tivemos a ideia de fazer de nos unir com os vizinhos”, contou Andrea. Mais de um ano depois, o grupo de WhastApp conta com 24 pessoas e reúne histórias inusitadas.

Na vizinhança quase todos já sofreram com tentativas de arrombamento e furtos, a casa do casal foi alvo dos bandidos outras duas vezes, lembra a mulher. “Os bandidos são oportunistas, nossa intenção é dificultar o máximo”.

Venício explica que ali os portões são marcados por placas avisando sobre a vigilância e que a qualquer movimentação estranha aos vizinhos são alertados, quem tiver em casa sempre sai para ver o que está acontecendo. “Uma vez vimos um Uno parada em uma rua lateral, vários vizinhos falaram e resolvi ir lá. Avisei que os vizinhos estavam de olho neles”.

Venício Soares já teve a casa arrombada três vezes (Foto: Paulo Francis)Venício Soares já teve a casa arrombada três vezes (Foto: Paulo Francis)
Com o grupo, Karen afirmar se sentir mais segura (Foto: Paulo Francis) Com o grupo, Karen afirmar se sentir mais segura (Foto: Paulo Francis)

O assessor lembra que dois homens estavam no carro e falaram que eram policiais civis, fazendo uma investigação na região. “Falamos com a polícia e descobrimos que eles não eram policiais”, lembrou, pouco depois os suspeitos foram abordados pela polícia no bairro vizinho.

Karen Mery, de 36 anos, conta que viu a união dos vizinhos segurança maior que a do condomínio em que morava antes de se mudar para a região. “Fico em alertar, tudo que vejo de estranho pelas câmeras aviso no grupo. Para mim o grupo faz muita diferença, um ajuda o outro”, reforçou.

“Acontece muito de os vizinhos verem e por não conhecer ficam quietos, por isso essa comunicação é tão importante”, afirmou Rafaela, de 35 anos, também moradora do bairro. “Aqui acaba um cuidando da vida do outro, mas no bom sentido”, brincou Andrea.

Entre a polícia, a solidariedade entre os vizinhos é incentivada, principalmente a troca de informação também com a polícia. “Tem ajudado muito as redes de solidariedade, em WhatsApp. O ideal é combinar se alguém ver uma movimentação estranha acionar a polícia. Essa troca de informações é muito legal”, defendeu o delegado Reginaldo Salomão, da Derf (Delegacia Especializada de Roubo e Furto), em entrevista ao Campo Grande News.

Segundo a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), do dia 1º de janeiro até essa segunda-feira (12), foram registrados 1.874 furtos em Campo Grande. No mesmo período do ano passado foram registrados 1.866 na Capital. Ao longo do ano foram 16.329.

“Infelizmente vivemos em uma sociedade onde os crimes contra o patrimônio é muito grande, e a adoção dessas medidas é necessária e eficaz”, defendeu o delegado Paulo Henrique Sá, da 3ª Delegacia de Polícia Civil, responsável pelas investigações de crime na região do Carandá.

Na região, a maioria das casas é protegida com cercas elétricas e câmeras (Foto:Paulo Francis) Na região, a maioria das casas é protegida com cercas elétricas e câmeras (Foto:Paulo Francis)


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