Com sangue da vítima na calça, homem confessa que matou a pedradas no Tiradentes
Luiz André Amorim Freitas foi preso por uma equipe do Batalhão de Choque ao final da tarde de domingo

Luiz André Amorim Freitas, apontado como o autor do espancamento que matou Gilmar Francisco Joaquim, de 38 anos, em um beco no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, confessou à Polícia Civil ter usado uma pedra para golpear a vítima na cabeça. Luiz foi preso no fim da tarde de domingo (9), horas após o crime, e, segundo o boletim de ocorrência, estava com a mesma roupa usada durante as agressões e tinha uma mancha de sangue na calça.
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Luiz André Amorim Freitas, de 25 anos, confessou ter usado uma pedra para golpear a cabeça de Gilmar Francisco Joaquim, de 38 anos, que morreu após ser espancado em Campo Grande. Preso horas após o crime, Luiz tinha manchas de sangue na roupa. Com extensa ficha criminal, ele estava em livramento condicional desde abril de 2025, com pena total de 7 anos, 8 meses e 20 dias.
Durante o interrogatório, Luiz afirmou que estava bebendo quando saiu para comprar algo e, ao retornar, encontrou Gilmar e outro homem envolvidos em uma briga. Segundo ele, decidiu intervir e também entrou na agressão. A vítima caiu no chão e, depois que os outros envolvidos deixaram o local, Luiz disse ter visto uma pedra e tê-la usado para atingir Gilmar.
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Questionado pelo delegado sobre as agressões, Luiz confirmou ter golpeado a cabeça da vítima várias vezes. "Deve ter sido umas seis ou cinco", disse sobre a quantidade de golpes que deu. Segundo o relato, o outro homem e um adolescente, de 17 anos, que estavam com ele participaram apenas das agressões físicas.
Ainda conforme o interrogatório, depois das agressões, Luiz deixou o local. Ele afirmou ter visto o outro homem que estava com Gilmar caído e que uma pessoa teria passado para ajudar.
Luiz foi localizado por uma equipe do Batalhão de Choque por volta das 17h de domingo, na Rua do Pandeiro, no Tiradentes. Conforme o boletim de ocorrência, moradores informaram aos militares que um dos envolvidos estaria no endereço.
Durante a abordagem, Luiz teria relatado espontaneamente a participação no crime e indicado que a pedra utilizada para atingir Gilmar havia sido jogada em um terreno baldio. A pedra não foi encontrada pelos militares.
O autor foi encontrado pelos policiais com a mesma roupa utilizada no crime e na perna esquerda da calça havia uma mancha de sangue.
Além de Gilmar, um homem, de 34 anos, também foi agredido durante o ataque. Ele conseguiu deixar o beco e pedir ajuda a moradores, sendo posteriormente encaminhado à Santa Casa. Conforme atualização do boletim, o rapaz sofreu diversas lesões no rosto e na cabeça e permanecia internado. No momento do registro, não apresentava condições de falar sobre o que havia ocorrido.
Ficha extensa - Luiz André possui passagens desde a adolescência. Nos registros da Vara da Infância e da Adolescência, aparecem procedimentos por atos infracionais relacionados a tráfico de drogas, furto qualificado, roubo majorado, tentativa de homicídio, dano, contravenção e posse ilegal de arma.
Já adulto, Luiz foi condenado por tráfico de drogas em processo de 2019. A pena, inicialmente fixada em 5 anos e 6 meses, foi reduzida em recurso para 5 anos de reclusão, em regime fechado. Em 2022, voltou a ser preso, desta vez por furto qualificado. A sentença, de junho de 2023, estabeleceu pena de 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, também em regime fechado. O processo transitou em julgado em setembro daquele ano.
A execução penal aponta pena total de 7 anos, 8 meses e 20 dias. Luiz estava em regime semiaberto e havia obtido livramento condicional em abril de 2025. A previsão de término da pena consta para março de 2027.
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