ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, SEXTA  25    CAMPO GRANDE 23º

Capital

Após denúncias de assédio eleitoral, Instituto Mirim firma TAC com MPT

Entidade teria coagido aprendizes e funcionários para participarem de reuniões políticas fora do horário

Por Maurício Aguiar | 25/09/2026 19:06
Após denúncias de assédio eleitoral, Instituto Mirim firma TAC com MPT
Instituto Mirim de Campo Grande teria coagido funcionários e estagiários a participarem de reuniões (Foto: Viviane Oliveira/Arquivo)

Denúncias de assédio eleitoral levaram o Instituto Mirim de Campo Grande a firmar um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com o MPT/MS (Ministério Público do Trabalho da 24ª Região). A instituição teria convocado e coagido empregados e aprendizes a participarem de reuniões de cunho político fora do horário normal de funcionamento.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O Instituto Mirim de Campo Grande assinou um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público do Trabalho após denúncias de assédio eleitoral. A instituição teria coagido funcionários e estagiários a participarem de reuniões políticas fora do horário de trabalho. O acordo proíbe atos de intimidação e ameaças para influenciar votos, sob pena de multa de R$ 2 mil por violação, multiplicada pelo número de empregados.

Pelo acordo, assinado pelo procurador do Trabalho Leontino Ferreira de Lima Junior, o Instituto Mirim comprometeu-se a suspender qualquer tipo de assédio eleitoral contra servidores, empregados, terceirizados, estagiários e aprendizes. O documento proíbe, ainda, qualquer ato de coação, intimidação, ameaça ou constrangimento para influenciar o voto.

O termo proíbe também que a instituição obrigue empregados, aprendizes e alunos a comparecerem a eventos político-ideológicos. Fica vedada qualquer insinuação de represálias aos trabalhadores que se recusarem a participar, como ameaças de desligamento ou perda de benefícios.

Como medida, o Instituto Mirim tem prazo de 48 horas a partir da assinatura para divulgar a íntegra do TAC a todos os trabalhadores e aprendizes. O documento deve ser afixado nos quadros de avisos por pelo menos 30 dias e transmitido por Comunicação Interna, com ciência confirmada de toda a equipe.

Em caso de descumprimento de qualquer uma das obrigações, será aplicada multa de R$ 2 mil por item violado, multiplicada pelo número total de empregados da instituição. Em caso de reincidência, a multa será dobrada.

O MPT ressaltou ainda que a assinatura do acordo de conduta não impede eventual responsabilização na esfera eleitoral, cuja apuração pode ser conduzida pelo Ministério Público Eleitoral.

O Campo Grande News entrou em contato com o Instituto Mirim para manifestação, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.