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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

14/03/2016 13:38

Comando rebate denúncias e diz que guarda foi à favela para trabalhar

Aline dos Santos
Segundo comandante, quem assume às 18 horas vai ao local para trabalhar e não dormir. (Foto: Fernando Antunes)Segundo comandante, quem assume às 18 horas vai ao local para trabalhar e não dormir. (Foto: Fernando Antunes)

O comando da Guarda Municipal rebateu denúncias de guardas que participam da remoção da favela Cidade de Deus, no bairro Dom Antônio Barbosa. O Campo Grande News recebeu relatos de profissionais que dormem em pé “igual cavalo” e de que escolas ficaram sem segurança.

Segundo o comandante da Guarda, major Marcos Escanaichi, quem assume às 18h vai ao local para trabalhar e não para dormir. Segundo ele, a jornada vai das 18h às 6h, mas com horário de descanso. Dos 50 homens que trabalham à noite, metade descansa da meia-noite às 2h30. Os demais fazem horário de descanso após às 2h30.

Ainda segundo Escanaichi, são 10 beliches e cinco colchões, portanto, capacidade suficiente para 25 pessoas descansar. A escala é de 12 horas de trabalho por 48 horas de folga. O comando informa que fornece café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia para os guardas. As refeições são feitas em um ônibus, que funciona como refeitório.

Também houve reclamação sobre falta de segurança para os profissionais. Para o comandante, é um paradoxo os guardas reclamarem de insegurança, mas que policiais do 10º Batalhão da PM (Polícia Militar) e do Choque passam pela favela.

Sobre o fato de prédios públicos ficarem sem guardas, o comandante diz que precisou fazer remanejamento devido ao tamanho da operação, mas que já “devolveu” 100 homens para escolas e postos de saúde.

A operação tinha 225 guardas, e, uma semana depois, o total caiu para 125. Ele afirma que o efetivo chega a 1.250 homens. “Não ficaram desguarnecidas. Quem tinha escala de 24 horas passei para 12. E quem tinha de 12, passei patrulhamento de viaturas”, afirma.

No último dia 11, a reportagem entrou em contato com ao menos 20 escolas e, em todas, funcionários confirmaram que não havia o pessoal da Guarda no local, pois os servidores teriam sido enviados para a missão na Cidade de Deus.

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