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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

05/08/2013 17:42

Combustível fica mais barato e faz Capital ter a maior deflação em 5 anos

Lidiane Kober
Preço do etanol puxou deflação, com  queda de -5,53% (Foto: Cleber Gellio)Preço do etanol puxou deflação, com queda de -5,53% (Foto: Cleber Gellio)

Após fase de elevação, o preço do combustível baixou em julho e garantiu recorde de deflação nos últimos cinco anos, em Campo Grande. De acordo com o Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Universidade Anhanguera-Uniderp, a inflação teve registro negativo de 0,35%, contrariando tendência de alta registrada nos meses anteriores.

Segundo o coordenador do Nepes, Celso Correia, o grupo Transporte foi o que mais contribuiu para a queda, com deflação de -1,59%, seguido dos grupos de Alimentação (-0,75%), Vestuário (-0,33%) e Despesas Pessoais (-0,02%). “Os produtos e serviços com as principais quedas de preço no grupo Transporte foram: etanol (-5,53%), passagem de ônibus urbano (-3,51%), óleo diesel (-1,98%) e gasolina (-0,51%)”, elencou, em comparação ao mês de junho.

Gerente de Vendas do Posto Santa Conceição, Militão Renovato Pires atribuiu a deflação a “concorrência”. “Ficamos de olho no vizinho e se ele começa a baixar a gente segue a tendência, porque o cliente vai longe atrás de um centavo”, comentou.

Para reforçar a queda de preços, Pires lembrou que, em junho, o litro do etanol chegou a custar R$ 2,12 e, no mês seguinte, baixou para R$ 1,99. A gasolina, por sua vez, era comercializada a R$ 2,95 e, em julho, baixou para R$ 2,89. “Se não vier alta nos impostos, a tendência é baixar o preço ainda mais”, apostou o gerente.

Mas nem tudo foram flores no mês de julho no grupo Transporte. Conforme a pesquisa, a passagem de ônibus interestadual aumentou 4,31% e o preço do pneu registrou inflação de 0,29%.

Alimentos - No grupo Alimentação, as hortaliças foram apontadas como as principais responsáveis pela deflação. A cenoura baixou 32,14%; o repolho, 31,91%; a cebola, 25,10% e a beterraba, 22,34%. Por outro lado, a carne seca/charque registrou aumento de 15,87%; o chuchu, de 13,33%; o cheiro verde, de 11,16% e o preço da abobrinha subiu 6,27%.

Ainda no item carnes, alguns cortes apresentaram altas de preços. É o caso do músculo (5,78%), da picanha (4,99%), do coxão mole (4,40%), da costeleta suína (5,92%), do pernil (3,21%) e da bisteca (1,56%). O frango resfriado também teve alta de 1,52%.

Ao mesmo tempo, cortes de carne bovina de primeira tiveram quedas de preços. O filé mignon baixou em 5,13%; o contrafilé, 5,04% e a alcatra, 2,92%.

No grupo Despesas Pessoais, o sabonete registrou aumento de 4,69%, manicure e pedicure teve inflação de 3,98%. Por outro lado, o preço do absorvente higiênico reduziu em 5,80% e do papel higiênico, 0,76%.

No grupo Saúde, a principal alta ocorreu no preço do anti-infeccioso e antibiótico (6,26%), seguida do valor do analgésico e do antitérmico (4,45%). Já os produtos que tiveram quedas de preços foram: antidiabético (-0,64%), psicotrópico e anorexígeno (-0,49%) e material para curativo (-0,15%).

Também em comparação ao mês de junho, no grupo Vestuário a maior inflação ocorreu no preço dos vestidos (7,94%), seguida pelo aumento da camiseta feminina (5,77%) e do lingerie (2,67%). Ocorreram quedas de preços do tênis (-4,09%), sandália/chinelo masculino (-2,99%) e calça comprida masculina (-2,90).

A alta do preço do televisor (4,71%), limpa vidros (4,69%) e lustra móveis (3,88%) puxaram inflação de 0,06% no grupo Habitação. Ao mesmo tempo, o Nepes registrou quedas no valor do saponáceo (-8,47%), da pilha (-5,30%) e do aparelho de som (-2,44%).

Inflação acumulada – A inflação acumulada nos últimos doze meses em Campo Grande recuou em relação ao mês de junho e está em 5,13%, ainda ultrapassando a meta de 4,5% estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). A tendência é de chegar, em dezembro, com acumulado muito próximo aos 4,5%.

A inflação acumulada neste ano, até o mês de julho, é de 2,02%. No mês passado, Campo Grande apresentou a maior deflação registrada desde o mês de fevereiro de 2008 (-0,51%).

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é infelizmente e deflaçao e só ai na capital pq aqui no interior exclusivamente dourados o cartel e grande, a meses atras foi anunciado pela presidenta o aumento do alcool na gasolina para baixar os preços... por aqui ficou e mesmo preço e alguns postos ate subiram e ninguem faz nada.. e autoridades competentes nao mevem uma palha pra solucionar o problema
 
RONI WILLIAN SANT'ANA DA SILVA em 06/08/2013 08:32:50
Porque que em Dourados isso não acontece? Todo mundo sabe que aqui tem um cartel, mas nenhuma autoridade faz nada a respeito!
 
Clodoaldo Roberto da Silva em 06/08/2013 07:52:03
Esse papo de "abaixamos o preço porque o vizinho abaixou" eh engraçado. Todos os postos tem preços iguais, postos que eu nunca abasteço porque sempre ficam mais caros também abaixaram.
Cartel? Um acordo entre os que mandam? Nao tenho duvida disso.
Agora vamos ver quanto tempo essa situação dura e o que vem depois.
 
Diego Silva em 06/08/2013 07:12:22
Tem que baixar mais ainda, está caro este tipo de combustível.
 
Haroldo Silveira em 05/08/2013 22:35:56
kkkkkk olhei não acreditei olhei de novo achei que era gasolina 1,99
tava bom demais para ser verdade
álcool a 1,99 ta um horror de caro
 
adriano xavier em 05/08/2013 19:28:09
O ÁLCOOL AQUI NO ESTADO DEVERIA SER EM TORNO DE R$ 1,00 NO MÁXIMO R$ 1,50, para incentivar o SUL-MATO-GROSSENSE a CONSUMIR PRODUTOS DA TERRA, uma vez que o ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, é UM dos maiores produtores de ÁLCOOL, porque nós temos que pagar mais caro?????
 
MATEUS COSTA em 05/08/2013 19:03:15
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