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MARÇO, SEGUNDA  02    CAMPO GRANDE 32º

Artes

Exposição reúne obras de 14 artistas mulheres contra o feminicídio

A mostra segue até 6 de março, no Museu da Imagem e do Som

Por Thailla Torres | 02/03/2026 11:14
Exposição reúne obras de 14 artistas mulheres contra o feminicídio
A ideia da mostra surgiu a partir de debates com o coletivo Dorcelina Folador.

Está aberta no Museu da Imagem e do Som de MS a exposição “O Grito que Ecoa”, que reúne obras de 14 artistas mulheres para discutir feminicídio e as múltiplas violências direcionadas aos corpos femininos. A mostra segue até 6 de março, no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania.

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A exposição "O Grito que Ecoa", em cartaz no Museu da Imagem e do Som de MS, reúne obras de 14 artistas mulheres que abordam o feminicídio e a violência contra corpos femininos. Com curadoria de Sara Welter, a mostra apresenta diferentes linguagens artísticas, incluindo pintura, arte têxtil e performance.A iniciativa surgiu de debates com o coletivo Dorcelina Folador, grupo criado em 2020 que questiona estruturas patriarcais através da arte. A exposição, que integra o projeto "Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador", permanece aberta ao público até 6 de março no Memorial da Cultura e da Cidadania.

Com curadoria de Sara Welter (Suynoi), a exposição articula diferentes linguagens, pintura, arte têxtil, instalação, objetos, performance, música e poesia, para transformar experiências de silenciamento em presença e ocupação simbólica do espaço institucional.

As obras tensionam delicadeza e brutalidade, intimidade e política, conduzindo o visitante por um percurso que atravessa dor, resistência e permanência.

A ideia da mostra surgiu a partir de debates com o coletivo Dorcelina Folador. Segundo a curadora Sara Welter, o grupo percebeu a necessidade de ampliar a discussão sobre feminicídio, especialmente diante dos casos registrados no Brasil e em Mato Grosso do Sul. “Observando que essa temática percorre desde o próprio do coletivo, visto que Dorcelina Folador foi vítima de feminicídio em Mundo Novo, vendo a necessidade de falarmos sobre isso e toda a repercussão com as tantas vítimas no Brasil e em Mato Grosso do Sul, chegamos à conclusão que era necessário e urgente produzir essa exposição”, afirma.

Criado em 2020, o Coletivo Dorcelina Folador reúne artistas que utilizam a arte para relatar vivências e questionar estruturas patriarcais. Atualmente, o grupo conta com mais de dez integrantes em Mato Grosso do Sul e integra a primeira etapa do projeto “Nós Dissemos: Circuito de Arte Dorcelina Folador”, que prevê outras exposições em diferentes espaços culturais da cidade.

Entre as obras apresentadas está “A Via Crucis do Corpo”, trabalho inédito de Sara Welter produzido para a mostra. Feita com nanquim, carvão e pastel seco, a obra propõe representar o corpo feminino de forma ambígua e fantasmagórica. “Esse corpo aparece em duas formas opostas, ora pendurado pela mão, ora pendurado pelo pé. As linhas se enrolam pelo corpo da figura, trazendo referência desde shibari até mesmo como cortes. Esse corpo sem cabeça, com sua face ocultada, é dilacerado, machucado e violentado; o que resta é apenas a impressão do crime no tecido”, descreve a artista.

A exposição traz obras de 14 mulheres artistas, Bejona, Marcia Lobo Crochê, Vitória Lorrayne, SYUNOI, Veryruim, Letícia Maidana, Terrorzinho, Kami, Sabrina Lima, Thalya Veron, Maíra Espíndola.

A exposição fica aberta à visitação até o dia 6 de março. O MIS está localizado na avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 3316-9178.