Após um ano fechado, Horto Florestal passa por mutirão de limpeza
Sistema Comércio recebeu chaves do parque e quer aplicar R$ 3,5 milhões em recuperação

O Sistema Comércio, integrado pela Fecomércio, Sesc e Senac, finalmente formalizou o convênio com a prefeitura e recebeu as chaves do Horto Florestal. Esta manhã, quinze pessoas cumprindo pena no regime semiaberto da Capital já trabalhavam na limpeza do espaço, com corte de grama, do mato e recolhimento de lixo.
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O Sistema Comércio, que inclui a Fecomércio, Sesc e Senac, recebeu as chaves do Horto Florestal após formalizar um convênio com a prefeitura. Quinze pessoas em regime semiaberto iniciaram a limpeza do local, que deve passar por obras de recuperação até agosto, com investimento de R$ 3,5 milhões oriundos da venda do Cine Campo Grande. O presidente Edison Araújo e o juiz Albino Coimbra acompanharam o início dos trabalhos. A prefeitura ficará responsável pela recuperação do gradil, enquanto o Sistema Comércio cuidará das áreas internas. O Horto, fechado há um ano, é um importante espaço de lazer e receberá melhorias, incluindo áreas para crianças e um ginásio de esportes.
O presidente da entidade, Edison Araújo, foi ao Horto com o juiz da 2ª Vara de Execução Penal, Albino Coimbra, para oficializar a parceria e ver o início do trabalho. Passada a limpeza, o Horto deve receber obras de recuperação a serem finalizadas até agosto. Não devem ser construídas novas estruturas.
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A estimativa é de aplicar R$ 3,5 milhões, recurso a ser gerado com a venda do antigo Cine Campo Grande, cujo leilão está no prazo de recebimento de propostas. O valor inicial de lances é de R$ 4,9 milhões, mas deve sofrer redução.
No final de semana, a biblioteca municipal instalada dentro do parque foi esvaziada. Na visita desta manhã não havia representantes da prefeitura, para informar a destinação dos livros e móveis.
Araújo explicou que somente agora foi possível tomar posse do Horto após cerca de 6 meses da notícia da parceria com o município porque havia passos burocráticos a serem cumpridos, como um inventário das árvores e consulta ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural) por parte da gestão pública, por se tratar de um espaço tombado. A entidade repassou o Horto na semana passada, sem ato solene.
O dirigente disse que o combinado é que a prefeitura recupere o gradil que cerca o espaço esportivo, enquanto a entidade fica responsável pelas intervenções nas áreas internas e pode seguir com o uso da mão de obra dos apenados em outros serviços, como obras, serralheria e serviços elétricos.
Ele já pensa nas prováveis intervenções, citando “algumas coisas que poderão ser interessantes para a comunidade que vai usufruir, que nem a parte onde faz shows, onde tem os espelhos d'água, criar um espaço para as crianças virem se divertir, porque Campo Grande é uma cidade com muito calor, espaço para criança brincar para parquinho, espaço para academia ao céu aberto com orientação dos nossos funcionários.” Segundo ele, um ginásio de esportes também poderá ser utilizado pelo público e a biblioteca será reformada.
Fechado há 1 ano - O Horto, que tem 4,3 hectares, completa um ano fechado. Ele foi um dos principais equipamentos de lazer da região central da cidade. O parque recebeu reforma no ano de 2015; 5 anos depois novos reparos foram anunciados, que acabaram não se concretizando.


