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Capital

Comércio teme que restrições ultrapassem 14 dias e convoca protesto

Empresários devem fazer panfletagem na noite de hoje para amanhã irem da prefeitura até o Governadoria

Por Ângela Kempfer | 11/03/2021 17:36
Em março do ano passado, comerciantes também foram até a prefeitura em protesto contra restrições. (Foto: Kisie Ainoã/Arquivo)
Em março do ano passado, comerciantes também foram até a prefeitura em protesto contra restrições. (Foto: Kisie Ainoã/Arquivo)

Comerciantes de Campo Grande ainda não se conformaram com as medidas restritivas do governo do Estado, publicadas nesta semana como forma de conter o avanço da covid-19. Nesta quinta-feira, reunião vai acertar detalhes para manifestação amanhã (12) e logo em seguida os organizadores devem fazer panfletagem para convocar empresários da noite à participarem do protesto.

Já para a sexta-feira, a ideia é concentrar manifestantes em frente à prefeitura às 14 horas e depois seguir até a Governadoria. Segundo um dos organizadores, ainda há esperança de reverter o decreto marcado para vigorar a partir do domingo (14). Mas o setor também acredita que o toque de recolher maior e o fechamento parcial no fim de semana não vá durar apenas 14 dias, como estabelece o governo.

"Sabemos que não vai durar 2 semanas, que lá na frente o governo vai prorrogar por mais 14 dias. Isso acaba com setor. Toda a 'gordura' que a gente ainda tinha, gastamos no ano passado. Não tem mais de onde tirar dinheiro para pagar as contas", comenta Luan Charrão, proprietário de duas lanchonetes na cidade.

Ele diz que sabe que a decisão não é da prefeitura e que "vem lá de cima", mas o protesto deve começar pelo Paço Municipal porque o setor acredita que só fiscalização severa pode punir irresponsáveis que seguem com as aglomerações e acabam sacrificando o comércio em geral, inclusive, quem cumpre todas as regras de distanciamento social e higienização.

Luan garante que nem a liberação de funcionamento no sistema delivery sustenta o faturamento de bares, lanchonetes e restaurantes. "Na Afonso Pena, um aluguel de ponto custa até 20 mil, na Euclides da Cunha uns 10 mil por mês e na Bom Pastor 5 mil em média. Não tem delivery que cubra essa despesa. E no fim de semana, que tem os melhores dias de faturamento fecha?", questiona.

Os comerciantes também reclamam do que consideram erro de gestão. "O poder público teve um ano para acertar as coisa, montar estrutura de atendimento e não fez. Agora quem paga somos nós?", critica.


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