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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Janeiro de 2019

15/05/2017 15:56

Cultura será estratégia para engrossar movimento de luta antimanicomial

Música, dança, contação de histórias serão realizadas para chamar atenção sobre tratamentos realizados em manicômios.

Anahi Gurgel
Leitos de unidade de atenção psicossocial a crianças e adolescentes, inaugurada nesta segunda-feira (15). (Foto: André Bittar)Leitos de unidade de atenção psicossocial a crianças e adolescentes, inaugurada nesta segunda-feira (15). (Foto: André Bittar)

Ações para divulgar a importância de uma sociedade livre de manicômios estão sendo realizadas em todo o País a partir desta segunda-feira (15), como parte da "Semana da Luta Antimanicomial" – movimento que se caracteriza pelo combate ao desrepeito dos direitos das pessoas com sofrimento mental.

Em Campo Grande haverá atividade na próxima quinta-feira, dia 18 - principal data do calendário instaurado em 1987 como símbolo da luta pelo fim dos manicômios, quando há destaque para a importância de manter pessoas com sofrimento mental em liberdade.

A partir das 14h, no Horto Florestal, haverá o lançamento do projeto CulturalMente” desenvolvido pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) em parceria com as Sectur (Secretaria Municipal de Turismo).

O objetivo é conscientizar a socidade quanto ao à importância de tratamentos sem internação em manicômios. Serão realizadas apresentações de música, dança, roda de capoeira e contação de histórias.

Está prevista a presença do prefeito Marquinhos Trad (PSD).

Assistência 24 horas - Como parte da Semana de Luta Antimanicomial, foi inaugurada nesta manhã (15), o CAPS IJ (Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil), no bairro Guanandi, o primeiro com essas características no Centro-Oeste, e terceiro no País.

A unidade é especializada no atendimento de pessoas com problemas psíquicos, além de dificuldades com bebidas alcóolicas e drogas. Voltado ao público de 0 a 18 anos, o espaço vai oferecer assistência 24 horas por uma equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros e psiquiatras e técnicos.

Objetivo é atender casos de autismo, psicoses, neuroses graves e todos que estão impossibilitados de manter ou estabelecer laços sociais, por conta da condição psíquica.

Combate ao isolamento – Um dos principais combates do movimento antimanicomial é contra a idéia de que se deve isolar a pessoa com sofrimento mental para realização de tratamentos específicos.

A meta é que haja substituição progressiva dos hospitais psiquiátricos tradicionais por serviços abertos de tratamento e formas de atenção diversificadas.

Essa mudança implicaria na implantação de uma ampla rede de atenção em saúde mental, apta a articular serviços das áreas de ação social, cidadania, cultura, educação, trabalho e renda.



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