Defensoria investiga internações em postos e vagas em hospitais
Objetivo é apurar eventuais falhas no encaminhamento de pacientes da rede municipal para internação

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul instaurou procedimento para investigar como está funcionando o encaminhamento de doentes de unidades de saúde de Campo Grande para a rede hospitalar da Capital. Esse problema tem afetado pacientes atendidos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e nos CRS (Centros Regionais de Saúde).
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A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul iniciou uma investigação sobre a falta de leitos hospitalares em Campo Grande, afetando pacientes das UPAs e CRS. O objetivo é verificar a demanda por vagas, a disponibilidade de leitos e possíveis falhas no encaminhamento aos hospitais municipais, além de analisar a avaliação da gravidade dos casos e atrasos nas internações. A crise na rede hospitalar, agravada pelos problemas financeiros da Santa Casa, tem levado à superlotação das unidades e ao aumento de ações judiciais para garantir atendimento. A Defensoria busca soluções para melhorar o acesso aos leitos e reduzir a judicialização do sistema de saúde. O prazo para conclusão é de 45 dias.
Segundo a Defensoria, o objetivo é levantar a quantidade de pessoas que aguardam por vagas em hospitais, verificar se há leitos suficientes e identificar falhas no encaminhamento de pacientes das unidades da rede municipal para os hospitais da cidade. O edital abrindo a investigação, publicado hoje no Diário Oficial, tem como alvo o Município e o Estado. Hoje, ambos mantêm centrais para regular vagas na rede hospitalar e os serviços nem sempre dialogam, por vezes prejudicando o encaminhamento de doentes, alguns com situações urgentes.
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A Secretaria Estadual de Saúde retomou a distribuição das vagas no Hospital Regional, que pertence ao Governo, e faz a regulação dos doentes. A pasta defende que deve participar do encaminhamento na Capital, que tem gestão plena do SUS (Sistema Único de Saúde), porque há o envio de muitos doentes do interior em busca de serviços especializados.
O órgão também quer informações para identificar se os casos atendidos nas UPAs e CRS estão sendo corretamente avaliados quanto à gravidade e se há demora ou dificuldade injustificada para a internação hospitalar.
O procedimento será conduzido pelo Núcleo de Atenção à Saúde da Defensoria. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 45 dias, podendo ser prorrogado.
A iniciativa ocorre em meio à crise da rede hospitalar da Capital, agravada pela situação financeira da Santa Casa no fim do ano passado. Com a falta de vagas, pacientes em estado grave, como vítimas de AVC (acidente vascular cerebral), têm permanecido por mais tempo em unidades da prefeitura, o que contribui para a superlotação e agravamento de quadros clínicos.
Além disso, o problema levou muitas famílias a recorrer à Justiça para garantir atendimento hospitalar a pacientes em estado grave. A Defensoria pretende, ao final do procedimento, apresentar recomendações para melhorar o acesso aos leitos e reduzir a necessidade de ações judiciais.
Ambas as secretarias foram acionadas pela reportagem. Havendo manifestação, as informações serão acrescentadas ao texto.
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