A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

09/01/2012 19:19

Divergências marcam depoimento de pais de menino soterrado em lixão

Francisco Júnior e Paula Maciulevicius

Menino morreu soterrado no último dia 28 no lixão, saída para Sidrolândia

Sem falar com a imprensa, mãe compareceu à delegacia acompanhada de advogado. (Foto: João Garrigó)Sem falar com a imprensa, mãe compareceu à delegacia acompanhada de advogado. (Foto: João Garrigó)

Os pais de Maikon Corrêa de Andrade, 9 anos, que morreu soterrado no lixão do bairro Dom Antônio, em Campo Grande, prestaram depoimento nesta segunda-feira (9), no 5º Distrito Policial. A mãe, Lucilene Correa, 31 anos, chegou primeiro e acompanhada do advogado. Já o pai, Reginaldo Pereira de Andrade, 33 anos, foi à delegacia sozinho.

As investigações seguem para apurar se os pais tinham conhecimento que o menino trabalhava no local, e se a frequência de Maikon no lixão era a mando deles ou de terceiros.

Segundo o delegado Jairo Carlos Mendes, o depoimento foi marcado por divergências. Reginaldo de Andrade disse que o filho estava praticamente reprovado na escola, já que no ano passado teve 140 faltas e por conta disso chegou a ser chamado pela direção da instituição de ensino.

Já Lucilene Correa apresentou uma versão totalmente diferente, conforme o delegado. Ela relatou que seu filho era um bom aluno e, que possivelmente, tinha sido aprovado no ano letivo de 2011.

No depoimento, os pais negaram que dependessem do lixão para sobreviver. A mãe disse que é salgadeira e o pai afirmou que trabalha como pedreiro. Porém, os dois disseram ser possível que o filho trabalhasse no local para terceiros.

Luciene afirmou ainda que no dia do acidente seu filho saiu de casa para soltar pipa com amigos.

Delegado ouve nesta semana catadores, funcionários e responsáveis pelo lixão. (Foto: João Garrigó)Delegado ouve nesta semana catadores, funcionários e responsáveis pelo lixão. (Foto: João Garrigó)

Para a Polícia, Reginaldo relatou que no dia do soterramento soube de catadores, que o filho foi visto ao menos três vezes no local. “Mas não souberam indicar se ele estava brincando ou trabalhando”, disse o delegado que pretende ouvir nos próximos dias trabalhadores do lixão e os responsáveis pelo aterro sanitário.

A Polícia pretende também solicitar laudos complementares do local onde aconteceu o acidente. No dia em que o corpo foi achado estava chovendo, havia muita lama no local, fator que dificultou a perícia. “Precisamos saber como ficou a montanha de lixo, como desmoronou, a situação dos alambrados em volta do lixão, se havia placas de proibido a entrada de menores no local”, elencou Jairo Carlos.

Ao saírem da delegacia, os pais não quiseram falar com a imprensa. Apenas o advogado que acompanhou a mãe concedeu entrevista. Antônio Mourão culpou o poder público pela tragédia. “Não se pode exigir que uma criança tenha consciência dos riscos”.

O delegado esteve hoje no período da tarde no lixão para analisar o local do acidente.

Acidente – O acidente aconteceu por volta das 16 horas do dia 28. A vítima estava junto com outras crianças num lugar chamado de barranco, dentro da montanha de lixo. Catadores que atuam no local viram quando as crianças estavam no barranco e um caminhão chegou para despejar entulho.

O lixo foi empurrado para o barranco por uma máquina, como é praxe e, nesse momento, conforme contaram os trabalhadores, houve o desmoronamento em direção às crianças. Um amigo de Maikon conseguiu escapar com a ajuda de um catador.

As buscas pelo corpo do menino duraram mais de 20h. Segundo a perícia Maikon morreu logo ao ser soterrado.



querida ana aquele povo ao qual vç se refere sao pessoas trabalhadeiras . o dom antonio e um bairro como outro qualquer , existem pessoas do bem e do mal vç foi muito taxativa sem conhecer as pessoas . Todos temos direito de comer carne assada e tomar cerveja vç nao acha?
 
eva da silva moura em 10/01/2012 12:47:03
Acredito eu, que realmente os país são os principais responsáveis afinal quem vai mostrar o caminho certo e errado são eles. E com certeza ele deveria ter um responsável sendo ele agora responsável em mostrar as explicações da falta que a criança tinha na escola,se não foi informado que aquele local não era para crianças estarem,o que o menino fazia no local se realmente brincava ou trabalhava..
 
janaina barreto em 10/01/2012 11:34:35
Engraçado, em vez da polícia responsabiblizar os governos competentes.. Não, está procurando culpados o que é pior os pais.. Onde está o Ministerio Publico.. Pois ontem(09/01), foi mostrada uma reportagem numa emissora de TV pessoas se alimentado de comida estragada ou contaminadas.. Os orgãos competentes tem que não só tomar ciência como agir..
 
Nilton cardoso em 10/01/2012 09:40:32
Na minha época, aprovado ou reprovado nunca foi dúvida para pais atentos. Mas era uma época em que a rua e a tv não criavam filhos, mas sim os pais. Em uma das reportagens, um leitor comentou algo interessante sobre o caso e o provável comportamento dessa senhora e quase foi apedrejado pelos demais. Mas refletindo bem, talvez ele estivesse dizendo algo a ser considerado...
 
Madalena Sortioli em 10/01/2012 08:45:36
Realmente uma criança não tem consciência dos riscos, mas cadê a responsabilidade dos pais, que nem sabiam onde o filho estava ou se tinha sido aprovado ou não na escola? É fácil né? colocar filho no mundo e deixar a responsabilidade por conta das "otoridades púbricas". Daqui a pouco vão estar pedindo indenização, e sabe quem vai pagar por isso? Nós, contribuintes.
 
Ivone Arguelho em 10/01/2012 01:05:12
E essa mãe já tem advogado????Ehehehehe pelo visto já esta querendo entrar contra a prefeitura para exigir uma indenização...Até poque aquele povo que mora no Dom Antonio só pensa em dinheiro...casa eles não tem...mas todos domingos tem churrasco e cerveja...vão lá conferir para ver !!!!!!!!
 
Ana Souza em 09/01/2012 08:26:51
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions