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Capital

Do Presídio Federal em MS, líder do PCC mantinha controle do tráfico na Paraíba

PF cumpriu mandado de prisão de detento conhecido como Pitbull, uma das lideranças do PCC Paraíba que ainda atuava no comando

Por Silvia Frias | 03/12/2020 11:52
PF cumpre mandado durante Operação Residence em endereço de João Pessoa/PB (Foto/Divulgação)
PF cumpre mandado durante Operação Residence em endereço de João Pessoa/PB (Foto/Divulgação)

De dentro do Presídio Federal de Campo Grande, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) da Paraíba, comandava o esquema de tráfico de drogas do grupo. Hoje, na Operação Residence, mandado de prisão preventiva foi expedico contra o detento, conhecido como “Pitbull”.

Na operação, foram expedidos 38 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão, cumpridos por equipes da PF (Polícia Federal) e PM (Polícia Militar) da Paraíba em mais seis estados (MS, PE, RN, PR, RO, RR).

Do total, o delegado da PF, Bruno Rodrigues, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, pelo menos 28 de prisão já foram cumpridos. Destes, um foi expedido para Campo Grande, a do detento do Presídio Federal.

Rodrigues disse que a investigação começou em 2018, com a descoberta de esquema de tráfico de drogas articulado de dentro da Residência Universitária da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) por um acadêmico, àquela época, com 35 anos.

Drogas e dinheiro apreendidos com acadêmico, em 2018 (Foto/Divulgação)
Drogas e dinheiro apreendidos com acadêmico, em 2018 (Foto/Divulgação)

O traficante era acadêmico de Pedagogia, que se aproveitava da residência para armazenar e distribuir drogas e foi preso no dia 22 de julho de 2018. Naquele ano, durante operação policial, foram apreendidos droga sintética, maconha e cocaína. O estudante vendia até manteiga de maconha. O rapaz tinha passagem por tráfico de drogas e roubo.

O sistema abastecia drogas dentro da UFPB e a cidade de João Pessoa. A partir desta investigação, foi possível identificar que ele era uma das lideranças do PCC, pertencendo ao núcleo conhecido como “Geral da Gravata”, que articula auxílio jurídico para os demais faccionados.

“A investigação começou dentro de esquema pequeno e acaba sendo ampliado; foi possível identificar a hierarquia de todo comando do PCC da Paraíba que atuava aqui no Estado e fora”.

A investigação apurou que a liderança presa em Mato Grosso do Sul ainda conseguia dar ordens de dentro do Presídio Federal, por meio de companheira dele, atualmente, foragida. A PF não divulgou o nome do preso, mas a informação é que ele é conhecido como "Pitbull" na facção.

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para fins de tráfico de drogas, previstos nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/06, cujas penas somadas poderão chegar a 25 anos de reclusão.

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