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Capital

Domingo de futebol é estratégia para estimular doação de sangue e órgãos

Amigos transplantados viraram nome de times em partida disputada no Belmar Fidalgo

Por Tainá Jara | 08/12/2019 12:09
Time Amigos de Kuya e Amigos do Professor Carlão disputaram partida com cores de Comercial e Operário (Foto: Tainá Jara)
Time Amigos de Kuya e Amigos do Professor Carlão disputaram partida com cores de Comercial e Operário (Foto: Tainá Jara)

As cores das camisetas fazem referência aos clássicos times de Campo Grande, Comercial e Operária, no entanto, são os nomes de dois transplantados que batizam os times protagonistas da disputa realizada na manhã deste domingo, no gramado do Belmar Fidalgo, na região central de Campo Grande. Os Amigos da Kuya e os Amigos do Professor Carlão entraram em campo buscando mais do que gols, mas conscientizar para importância da doação e órgãos e câncer.

Esta é a segunda edição do Jogo entre Transplantados, realizado pelo Instituto Sangue Bom, fundado pelo professor Carlos Alberto Rezende. A primeira ocorreu em 2018. O evento faz parte das ações de Natal programadas pela entidade neste ano. “Este ano está bem maior o número de participantes”, descreve o professor.

Diagnosticado com câncer em 2015, ele recebeu transplante de medula óssea dois anos depois e se engajou no estímulo a doação de sangue. Criou a entidade quando ainda estava em uma maca de hospital. Portanto, além de estimular o aumento das doações de sangue, o evento tem caráter de comemoração para os que sobrevivem graças a transplantes. “Celebramos nossa vida e nosso renascimento. Tivemos a possibilidade em 100 mil de nascer de novo”, afirma Carlão.

Para o professor, ações deste tipo são fundamentais nesta época do ano, quando o estoque de doações de sangue caiu em média 30%. As 32 parceria firmadas em 2019 pelo Instituto Sangue Bom vão render doações de funcionários de algumas da empresas participantes, por exemplo, o que deve levar doadores ao Hemosul (Hemocentro Coordenador de Mato Grosso do Sul) até fevereiro do ano que vem.

Quem pode doar 

Idade: doadores precisam ter entre 16 e 69 anos. Há ressalvas, no entanto, para quem tem 16 ou 17 anos ou, ainda, mais de 60 anos.

No Hemosul, quem tem 16 e 17 anos precisa estar acompanhado de pai ou mãe ou responsável legal para fazer a doação. Caso o menor de idade seja emancipado, ele pode ir sozinho, trazendo o documento de emancipação. Já se for casado, basta trazer a certidão de casamento.
Também é importante lembrar que a primeira doação somente pode ser feita até 60 anos. Acima desta idade, apenas para quem já é doador de sangue.

Peso: embora a nova lei permita a doação de pessoas abaixo de 50 Kg, a Rede Hemosul-MS reserva-se o direito de aceitar apenas doadores com 55 kg ou mais, para a melhor utilização do sangue coletado e segurança do doador.

Intervalo de doação: homens podem doar até quatro vezes ao ano com um intervalo mínimo de dois meses. Mulheres podem doar até três, com um intervalo mínimo de três meses.

Doenças que impedem a doação: doenças hematológicas, cardíacas, renais, pulmonares, hepáticas, autoimunes, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer, sangramentos anormais, convulsões, ou portadores de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue como Doença de Chagas, Hepatite, AIDS, Sífilis. Quem estiver com gripe ou alergia deve esperar sete dias após sarar para doar sangue.

Medicamentos: alguns medicamentos impedem a doação. É preciso falar para o profissional de saúde os remédios que está utilizando.

Vacinas: elas impedem temporariamente a sua doação. Por isso, aproveite para doar sangue antes de tomar a dose de vacina.

Alimentação: É preciso estar bem alimentado para doar sangue, sendo recomendável apenas evitar excesso de gordura.

Documentação: é preciso levar documento oficial com foto.

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