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Capital

Doze integrantes do PCC serão julgados por mortes em “tribunais do crime”

Réus são acusados por decapitações na Capital e se encontram presos pelos crimes

Por Dayene Paz | 02/10/2021 17:35
Corpo de Bruno Pacheco foi encontrado em uma área de mata (Foto: Clayton Neves)
Corpo de Bruno Pacheco foi encontrado em uma área de mata (Foto: Clayton Neves)

Em outubro, 14 julgamentos estão previstos pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Destes, quatro são referentes a execuções ordenadas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) durante os chamados de "tribunais do crime". Ao todo, 12 réus envolvidos em crimes cruéis, como decapitações, serão julgados.

O primeiro júri envolvendo os integrantes da facção criminosa é de Danilo de Souza Brito e Ghian Lucas Martinez. Ambos são acusados pela morte de Joice Viana de Amorim. A mulher foi decapitada ainda viva no Bairro Zé Pereira, em 14 de maio de 2018.

Joice foi decapitada após ser julgada pelo PCC. (Foto: Arquivo / Campo Grande News)
Joice foi decapitada após ser julgada pelo PCC. (Foto: Arquivo / Campo Grande News)

Segundo denúncia do MPMS (Ministério Público de MS), o crime aconteceu depois que a vítima tentou “recuperar” um chinelo furtado afirmando ser integrante do CV (Comando Vermelho).

Já no dia 13 de outubro serão julgados: Rafael Aquino de Queiroz, Adson Vitor da Silva Farias e Eliezer Nunes Romero. O trio é acusado pelo assassinato de Sandro Lucas de Oliveira, 24 anos. Ele foi decapitado e enterrado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) na região da Chácara dos Poderes. O corpo foi localizado no dia 20 de julho de 2020.

Em 20 de outubro, quatro integrantes do PCC sentarão no banco dos réus pela morte de Bruno Schon Pacheco, de 28 anos. São eles: Carlos Eduardo Ozório Martins, Denilson Ramires Cardozo, Igor de Oliveira Porto e Marcelo Leandro Barbosa Gotardo.

Bruno foi encontrado morto em uma área de mata nos fundos da área invadida da construtora Homex, na região sul de Campo Grande, no dia 29 de julho de 2019.

Segundo a polícia, Bruno foi morto porque estava devendo dinheiro ao PCC. Antes da morte, ele chegou a ser sequestrado e mantido refém em uma casa na Rua Souto Maior, no Tijuca, mas foi resgatado pela Polícia Militar.

Bruno é dono de uma extensa ficha criminal, com passagens por roubo, tráfico de drogas e tentativa de homicídio. Ele ainda é filho Wild Pacheco, condenado por assassinar o policial federal Fernando Luís Fernandes, no dia 13 dezembro de 1989, em Campo Grande. O suspeito só foi preso 26 anos depois do crime.

O último julgamento envolvendo a facção criminosa é de: Jessica Moreira, Lislie Silva Vargas e Luquen Luis Martines dos Santos. O trio é acusado de ter participação no assassinato de Sorraira Cabritta Campos, de 24 anos. A mulher foi julgada e condenada à morte pelo “tribunal do crime”.

O corpo dela foi encontrado com vários golpes de faca, na manhã do dia 30 de outubro de 2018, em uma área de mata, no Bairro Zé Pereira.

Homicídio - Além desses, está previsto o julgamento de Cesar Diniz da Silva, acusado de matar a tiros o tenente aposentado da PM João Miguel Além Rocha, 50 anos. O júri acontece no dia 22 de outubro.

Eles começaram a discutir e trocaram agressões por uma desavença na venda de um veículo Nissan Sentra. Houve os disparos e além de João Miguel, um rapaz que estava em uma bicicletaria na frente do local também acabou atingido.

Diniz estava afastado do trabalho nas ruas por conta de problemas nos ligamentos do tornozelo. Ele se apresentou à Polícia Civil e confessou o assassinato.


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