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Capital

Grupo que decapitou mulher em "tribunal do crime" vai a júri

Crime aconteceu em maio de 2018 e 9 são acusados pela morte de Joice Viana de Amorim

Por Ana Paula Chuva | 03/03/2021 14:55
Joice foi decapitada ainda viva durante "Tribunal do Crime". (Foto: Reprodução)
Joice foi decapitada ainda viva durante "Tribunal do Crime". (Foto: Reprodução)

Quatorze julgamentos estão pautados pelas duas varas do Tribunal do Júri de Campo Grande, neste mês de março. E entre os casos que serão julgados, júri de Danilo de Souza Brito, o "Satã". Ele e outros nove membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), são acusados de decapitar Joice Viana de Amorim ainda viva durante "tribunal do crime".

O crime aconteceu em maio de 2018, no Bairro Santa Emília em Campo Grande, após  Joice revelar que pertencia ao Comando Vermelho.  A vítima, então com 21 anos, foi sequestrada, forçada a gravar vídeo dizendo ser de facção rival e decapitada.

Todos os acusados serão submetidos a júri popular por homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel, cárcere privado, ocultação de cadáver, organização. A audiência está marcada para dia 23 de março.

Também entre os julgamentos está o de Bruna Fernanda Cardena de Magalhães, 23 anos, acusada de matar a vizinha Sandra Aparecida Souza Mendes, 51 anos, com pelo menos sete facadas.

Perícia trabalhando na cena do crime, uma quitinete no Taquarussu (Foto: Guarda Civil Metropolitana/Divulgação) 
Perícia trabalhando na cena do crime, uma quitinete no Taquarussu (Foto: Guarda Civil Metropolitana/Divulgação)

O crime aconteceu no dia 1º de setembro de 2020, em uma quitinete localizada na Rua Brigadeiro Tobias, no Bairro Taquarussu, em Campo Grande, após uma bebedeira. Bruna foi presa em flagrante.

Antes de ser presa, Bruna chegou a mandar um áudio, via WhatsApp, para a irmã de 16 anos ir buscá-la. “Vem me pegar em casa agora. A mulher está morrendo aqui. Acabei de meter a faca nela todinha. Eu quero ir embora. Pelo amor de Deus”. O júri está marcado para amanhã, seis meses após o crime.

As audiências começaram ontem (2) com o julgamento de um preso acusado de matar o colega de cela, que acabou condenado a 8 anos e 8 meses por homicídio doloso privilegiado e qualificado pelo emprego de asfixia.

O crime aconteceu em 14 de junho de 2020 no Centro penal Agroindustrial Gameleira, a “Super Máxima” e o acusado estava preso desde 2011. A motivação do crime teria sido porque a vítima o obrigou a limpar o banheiro.

E nesta quarta-feira (3), acontece o julgamento de uma tentativa de homicídio, ocorrida no dia 14 de fevereiro de 2016, na 2ª Vara do Tribunal do Júri. O crime aconteceu na Rua Moçambique no Jardim Centenário e o acusado efetuou disparos contra a vítima por vingança, acreditando que ela mantinha relacionamento amoroso com sua companheira.

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