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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

07/09/2015 10:12

Durante desfile, grupo critica o PT e pede a volta do regime militar

Caroline Maldonado, Aline dos Santos e Thiago de Souza
Manifestantes pedem volta do regime militar para tirar esquerda do poder (Foto: Marcos Ermínio)Manifestantes pedem volta do regime militar para tirar esquerda do poder (Foto: Marcos Ermínio)

Manifestantes aproveitaram para pedir o retorno do regime militar, durante o desfile em comemoração a Independência do Brasil, na Rua 14 de Julho. Com faixas e camisetas camufladas em alusão ao uniforme militar, eles gritavam “Comunismo e PT nunca mais” e alguns chegaram a dizer que gostariam de intervenção militar, sob argumento de que “não houve ditadura em 1964” e sim um sistema benéfico para o país. 

Segurando uma das faixas e distribuindo panfletos, a dona de casa Eliane Fernandes, 54 anos, disse que nasceu na época do regime militar e completou quatro anos em 1964. “Ninguém virou bandido, criei quatro filhos, estão todos formados, também nasceram no regime militar, o que mostra que o sistema é bom”, opinou.

Eliane disse ainda que os manifestantes não foram ao desfile por causa da presidente Dilma Rousseff (PT), mas sim por conta do amor à pátria e a revolta com os casos de corrupção no governo. Além disso, emendou ao argumento uma crítica as escolas. “O governo é ladrão e acabou com Brasil. As escolas incentivam as crianças a virar homossexuais. Se o homem nasce assim é coisa de Deus. Não sou contra os homossexuais, mas a escola fica incentivando isso: o menino a ser menina, a menina a ser menino”, disse.

Um manifestante deitou no meio da rua, com esparadrapo na boca com a expressão “SOS”. O escritor, Joaquim Duran, 55, disse que essa foi a forma que arranjou de protestar contra o que está vendo na política. “O Exército deve tomar o poder e entregar para o povo. Queremos intervenção militar colegiada”, afirmou, ao detalhar que seriam eleições normais, mas o exército acompanharia o trabalho dos ministros. “Isso é necessário para que não haja robaleira e desordem como ocorre hoje”.

A farmacêutica Eliane Nogueira classificou os integrantes do governo como “facção criminosa e grupo de esquerda” e disse que espera que o protesto ocorra também no desfile cívico militar de Brasilia. “Se Deus quiser, o povo vai derrubar o muro que a Dilma colocou e vai invadir o desfile em Brasília e protestar lá também”.

Ela disse ainda que acha que ocorreu em 1964 não foi ditadura e foi benéfico para o país. “Não foi uma ditadura, conforme a história mostra, se não, não estaríamos aqui. Ditadura é o que existe hoje na América Latina, a ditadura bolivariana”, declarou durante o protesto, que se concentrou na 14 de Julho com a Afonso Pena. 

Manifestantes argumentam que regime militar não foi ditadura (Foto: Fernando Antunes)Manifestantes argumentam que regime militar não foi ditadura (Foto: Fernando Antunes)
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