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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

24/05/2012 08:20

Em 15 anos, número de usuários de ônibus reduziu 28% na Capital

Mariana Lopes e Fabiano Arruda

Para quem pega ônibus, a diferença está na quantidade de carros e motos nas vias

Doralício pega ônibus todos os dias e acha que nas ruas há mais carros e motos do que antes (Foto: Pedro Peralta)Doralício pega ônibus todos os dias e acha que nas ruas há mais carros e motos do que antes (Foto: Pedro Peralta)

Entre a década de 1990, o número de usuários do transporte coletivo em Campo Grande, caiu 28%. Os dados são da (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e apontam que em 1995, eram 90 milhões de usuários transportados, ao longo do ano. Em 2010, conforme a Agetran, as catracas registram 70 milhões de usuários.

A queda é atribuída por uma série de fatores. A insatisfação com a qualidade do transporte coletivo é uma delas, que gera diretamente outro motivo: a migração dos passageiros para o transporte individual, facilitado em financiamentos em redução de juros para a compra de carros e, sobretudo, motos.

Na ruas, o cenário é reconhecido pela população. "Dentro dos ônibus a gente não percebe que baixou o número de pessoas, mas nas ruas dá ver, com certeza, que tem mais carros e motos", observa o guarda Doralício de Souza Matos, 56 anos. Ele utiliza diariamente o transporte coletivo para ir trabalhar.

Já a estudante Maria Lenir Miranda, 43 anos, garante que percebe diminuição na quantidade de pessoas pelo movimento nos terminais. "Tem menos gente circulando", observa. À queda, ela atribui a facilidade de comprar carro ou moto. "Não acredito que seja por causa da qualidade do serviço, hoje em dia está tão rápido ir de um terminal ao outro", pondera Lenir.

Para o presidente do bairro Bosque da Esperança, Edson Barros, é preciso que a nova concessão do transporte coletivo urbano de Campo Grande priorize o conforto dos passageiros, que, segundo ele, sofrem com viagens longas, pois precisam ficar em pé nos veículos. "O número de bancos parece que reduziu", comenta.

De outro lado, o consultor técnico Albert Rocha, 25 anos, discorda. Ele andou de ônibus por muito tempo antes de comprar uma moto, e afirma que trocou os transportes por necessidade. "Não tinha mais condições de eu andar de ônibus, demorava muito tempo para chegar ao trabalho, era um sufoco", conta.

Albert trocou o transporte coletivo pelo individual por causa da demora (Foto: Pedro Peralta)Albert trocou o transporte coletivo pelo individual por causa da demora (Foto: Pedro Peralta)

Para mudar a realidade e buscar saída também para desafogar o trânsito de Campo Grande, a Prefeitura de Campo Grande aposta num transporte coletivo eficiente que pode começar a virar realidade com as obras do PAC Mobilidade Urbana, que destinará R$ 180 milhões em investimentos.

"O projeto é reverter o número e fazer com que o ônibus seja mais atrativo", afirma.

As principais apostas do projeto estão na construção de três corredores específicos para os ônibus circularem nas vias da Capital, com mais de 50 quilômetros de extensão, além de quatro novos terminais. Tudo para tentar diminuir a superlotação dos veículos e fazer com que as viagens sejam mais rápidas. Cada corredor tem custo estimado de R$ 45 milhões.

Realidade - As informações do diretor-presidente da Agetran foram divulgadas ontem durante reunião na Câmara Municipal que tratou das previsões de intervenção pelo PAC Mobilidade Urbana.

Durante o encontro, Rudel aproveitou para explicar os motivos que levaram Campo Grande a escolherem os corredores exclusivos, chamados de BRT.

Segundo ele, o VLT (Veículos Leves sob Trilhos) e o metrô não seriam viáveis pelo custo e pelo fato de a Capital não ter a demanda para as duas alternativas.

"Para ser aprovado, Campo Grande teria que ter 16 mil pessoas utilizando o transporte em horário de pico (VLT), e para o metrô, esse número teria que ser de 30 a 40 mil usuários", informa.

Conforme Trad, a região que oferece mais demanda em horário de pico é do Aero Rancho ao Centro, com cerca de 4,5 mil usuários do transporte coletivo. Com o volume insuficiente, o Poder Público teria que arcar com os custos dos sistemas.

Além disto, o custo para construção do VLT gira em torno de R$ 10 milhões por quilômetro e o metrô R$ 100 milhões por quilômetro, complementou Rudel. "Com os R$ 180 milhões do PAC Mobilidade optamos pelos corredores", finalizou.



Temos que comprar moto com melhor economia e conforto e mais barato, transporte coletivo com muita lotação e pouco conforto e caro.
 
luiz junior em 24/05/2012 12:55:57
Vamos fazer um calculo. Da minha casa ate meu trabalho sao 7 km. Entao 14 km ida e volta, de carro eu gasto mais ou menos 1.3 litro de gasolina = 2.80 vezes 1.3 da $3.64. Gasto 15 -19 minutos de carro. Sim, tem tambem troca de oleo, pneus, etc.
Onibus passa 4 quadras da minha casa cada 40 minutos e vai direto para centro (4 quadras do trabalho). Leva 40 minutos. Custa $5.70.
Onibus ou carro?
 
Diego Silva em 24/05/2012 12:15:31
Nas cidades europeas fazem campanhas para que as pessoas usem mais transporte publico, oferecem passe mensal e anual, e, o mais importante, o transporte publico e rapido e eficiente!!!! Sera que nao seria logico diminuir o preco de passagens, comecar com onibus expresso entre os terminais e implementar outras melhorias para atrair mais usuarios?
 
Diego Silva em 24/05/2012 12:06:41
Claro que eles não vão colocar o VLT em funcionamento, com esse meio de transporte funcionando as empresas de onibus teriam um enorme prejuizo e quem me garante que os governantes não são socios de algumas empresas de transporte no municipio?
 
Roberto Fassina em 24/05/2012 11:48:55
Campo está entre as quatro cidades com o preço de passagem de ônibus mais cara do Brasil. Com uma diferença, o serviço prestado aqui está entre os piores do Brasil.
 
Ezio José em 24/05/2012 10:56:07
O transporte público de Campo Grande é péssimo e é caríssimo. É obvio que quem pode tenta se livrar o mais rápido possível desse transtorno.
 
Monica Marcato em 24/05/2012 10:24:09
Senhores , vai diminuir ainda mais o preço esta ficando descabido, e ainda gestores falando que tem melhorar o transporte público pois só melhoram o preço para eles.
 
CÉSAR ANDERSON DOS SANTOS em 24/05/2012 10:05:21
Deveriam utilizar veículos menores e com mais intinerários, hoje vc é obrigado a ir até um terminal para baldear e um trajeto de 5 km pode levar mais de uma hora.
 
João Crisóstomo de Campo Grande - MS em 24/05/2012 09:27:46
Imagine então se tivesse aumentado, como seria?
Seria um absurdo, porque com o numero atual de usuarios já é ultrajante!
Eu somente uso forçado o transporte público, quando deixo carro p arrumar, porque não quero incomodar ninguém!
 
Márcio Santos em 24/05/2012 08:34:34
SEGUINTE; A SOLUÇÃO É BEM SIMPLES, A TARIFA EM CAMPO GRANDE É UMA DAS MAIS CARAS DO BRASIL SENÃO FOR A MAIOR, É NECESSÁRIO DESONERAR AS EMPRESAS DE IMPOSTOS JA QUE RECLAMAM TANTO QUE NÃO GANHAM DINHEIRO E TEM QUE AUMENTAR A TARIFA, JA É UM ABSURDO TEREM DIMINUIDO TANTOS COBRADORES E A TARIFA FICAR A MESMA, MAS REALMENTE É NECESSÁRIO DIMUNUIR A CARGA TRIBUTÁRIA E OBRIGAR AS EMPRESAS A BAIXAR TARIFA
 
Genivalter Damesceno em 24/05/2012 04:38:06
Sei não se diminuiu, pra mim o ônibus continua sendo uma lata de sardinha.
 
Márcia Marques em 24/05/2012 03:42:44
Se o transporte coletivo não melhorar em campo grande, cada vez diminuirá o numero de usuarios pagantes e só sendo utilizado pelos não pagante, temos que pensar num transporte coletivo de qualidade para que o cidadão tenha satisfação de usa-lo.
será que o BRT será a solução?
 
DIVINO RIBEIRO em 24/05/2012 03:36:28
TAMBÉM NÃO É PRA MENOS QUE AS PESSOAS QUEREM FUGIR DOS ONIBUS, É UMA PORCARIA E UMA FALTA DE RESPEITO COM OS CIDADÃOS, POIS A PASSAGEM É UM ABSURDO, A ESPERA É IMENSA, E A LOTAÇÃO DO ONIBUS NEM FALA, E AINDA TEM OS ALUNOS QUE NAO TEM UM PINGO DE RESPEITO PELAS PESSOAS, ACHO QUE DEVERIA TER PASSE ESTUDANTE SO PRA QUEM TRABALHA E ESTUDA, PQ TEM CRIANÇAS PEQUENA UTILIZANDO O ONIBUS, SEM NECESSIDADE
 
DAIANE FERNANDES em 24/05/2012 03:32:24
Sem trololós.. basta diminuir consideravelmente o preço da passagem, que o número de usuários certamente aumentará, consideravelmente. Faça ao teste.
 
Marcos Batista Oliveira Xavier em 24/05/2012 03:09:06
Ata que eu vou deixar a minha moto e o meu carro pra ir trabalhar, pagando 2,85 na passagem, com um onibus que demora em torno de 40 min do Aeroporto ate no centro, super lotado, poucos lugares para se sentar... etc...etc...
 
José Luis da Silva em 24/05/2012 03:02:23
Antes desses terminais eu levava somente 20 minutos ir daqui do meu bairro (coophatrabalho) até o centro, hj com esses transbordos levo mais de 1 hora para chegar ao centro. quer melhorar um pouco esse serviço acaba com esses terminais porque eles são um verdadeiro atraso para os passageiros.
 
izaltino ojeda em 24/05/2012 01:31:00
Esses administradores pensam pequeno, vão gastar 180 milhões e daqui dez anos esses dimensionamentos terão que ser refeitos e Campo Grande já terá passado de 1 milhão de habitantes com uma frota de veículos maior ainda,assim nimguém vai deixar de usar carro ou moto. Tinham que aprender com o Pedrossian,se não fosse ele muitas obras ditas faraônicas foram essenciais em Mato Grosso do Sul.
 
Marcia Tinta em 24/05/2012 01:13:00
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