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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

19/10/2012 15:44

Em 4 dias, bombeiros têm 128 chamados por queda de árvores

Gabriel Neris e Elverson Cardozo
Conforme o Corpo de Bombeiros, foram 128 solicitações de quedas de árvores (Foto: Rodrigo Pazinato)Conforme o Corpo de Bombeiros, foram 128 solicitações de quedas de árvores (Foto: Rodrigo Pazinato)

O Corpo de Bombeiros recebeu 128 solicitações de queda de árvore ou risco iminente de cair, em Campo Grande, resultado das chuvas da madrugada de terça-feira (16) e da noite de ontem (18). De acordo com a assessoria de imprensa, 44 destas ocorrências foram atendidas.

O único caso de interdição foi de uma residência do Núcleo Industrial. A árvore de espécie “mandiocão”, com cerca de 20 metros de altura, atingiu a frente da casa onde moravam duas famílias, na terça-feira de madrugada. Ninguém se feriu.

Galhos da árvore atingiram a linha férrea que passa ao lado da residência. Os bombeiros terminaram hoje a remoção da árvore com a ajuda de um guincho.

De acordo com o tenente João Alves do Corpo de Bombeiros, para que todas as ocorrências sejam atendidas os militares estão atuando em ação conjunta com homens da rede de concessionária de energia elétrica Enersul (Empresa Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul), Defesa Civil e Secretaria de Obras.

Segundo o tenente, até o meio-dia de hoje 23 ocorrências estavam pendentes.

O bombeiro avisa que não há necessidade da população se deslocar até os quartéis para alertar sobre a queda de árvores. Segundo ele, algumas pessoas deixaram de utilizar o número 193 para buscar ajuda. “Quando há queda ou o risco de cair, a população deve ligar para o 193”, comenta.

Professor Alessandro foi pessoalmente solicitar a ocorrência ao tenente João Alves no Corpo de Bombeiros (Foto: Simão Nogueira)Professor Alessandro foi pessoalmente solicitar a ocorrência ao tenente João Alves no Corpo de Bombeiros (Foto: Simão Nogueira)

É o caso do professor Alessandro Hidalgo Santos, de 36 anos, do Assentamento de Sidrolândia Eldorado Dois. Ele, que mora em Campo Grande, foi até o quartel dos bombeiros para avisar da queda de um eucalipto de 20 metros na estrada da fazenda.

Orientação – O tenente orienta a população para que verifique o quintal de casa no momento de plantar árvore. Ele diz que o ideal é que sejam plantadas árvores frutíferas e de pequeno porte.

“Árvore grande vai dar problema. As pessoas precisam escolher a árvore ideal para o terreno, de preferência frutífera. Árvores de grande porte sofrem mais com as ações do vento e o risco de queda é maior”, avisa.

O tenente João Alves também diz que os moradores devem evitar construção embaixo de árvores de grande porte. Porém, se o residente adquiriu o imóvel com a árvore, a orientação é que peça a remoção para poupar qualquer tipo de prejuízo.

Mas as pessoas devem ficar atentas. É proibida a remoção por conta própria da árvore. O morador deve acionar as autoridades públicas para que a árvore passe por vistoria antes de ser derrubada.

“O morador tem que escolher a árvore. Mas tem gente cabeça dura, conhece o risco e continua fazendo”, reclama o tenente. “As árvores são como os humanos, nascem, crescem e morrem”.

O bombeiro diz que árvores de grande porte deveriam ser proibidas de serem plantadas na região central de Campo Grande, citando as avenidas Mato Grosso e Afonso Pena. “Eucaliptos na cidade, por exemplo, deveriam ser proibidos”.

Também existe recomendação para os motoristas verificarem onde irão estacionar seus veículos. “Evita dor de cabeça e um prejuízo maior”, comenta.

Alagamentos – O militar alerta a população quanto ao risco de alagamentos. Segundo o tenente, os moradores devem deixar um espaço para infiltração da água no terreno. “Todo quintal deveria ter espaço para infiltração da água”.

Outra solução é a instalação de um dispositivo automático para jogar toda a água acumulada para a rua. “A tendência do alagamento é piorar. As pessoas estão ‘concretando’ os terrenos”, avisa.

“Quem já viveu isso, sabe como é. O problema é mais de infraestrutura e planejamento, do que danos provocados pela natureza”, complementa.



a preifeitura deveria criar uma força tarefa na retirada de arvores ou fazer um curso especifico com os bombeiros na retirada das mesmas para desafogar o trabalho dos bombeiros
 
gilvan pereira da silva em 20/10/2012 08:31:02
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