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23/12/2013 11:05

Em disputa com MST e CUT, Fetagri protesta no Incra por mais lotes

Aline dos Santos e Zana Zaidan
Acampados da Fetagri querem mais lotes em novo assentamento. (Foto: Cleber Gellio)Acampados da Fetagri querem mais lotes em novo assentamento. (Foto: Cleber Gellio)

Paralisada há quatro anos, a retomada da reforma agrária em Mato Grosso do Sul provocou disputa interna entre as entidades representativas dos sem-terra.

O novo assentamento, no distrito de Anhanduí, BR-163, foi aberto na sexta-feira e, nesta segunda-feira, já motivou protesto da Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) na sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Campo Grande.

Liderando um grupo de 40 pessoas do acampamento União da Paz, Maria Conceição Dimiciano, de 59 anos, conhecida como Dona Cida, afirma que a expectativa era que ao menos 32 das 64 famílias ligadas à federação fossem contempladas no assentamento Nazaré.

Segundo ela, apenas 11 famílias ganharam lotes. A líder reclama que a maioria dos selecionados é do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) e CUT (Central Única dos Trabalhadores).

O grupo se reuniu com representante da Divisão de Obtenção de Terras do instituto. A promessa foi avaliar a reclamação das famílias e dar resposta no dia 8 de janeiro. Caso o impasse permaneça, Dona Cida diz que os sem-terra vão acampar no Incra, que recentemente foi transferido da avenida Afonso Pena para o Shopping Marrakech, localizado na rua 25 de Dezembro.

“A gente quer resposta concreta, não tem condições de ficar mais cinco anos lutando por um pedaço de chão. Estamos acampados desde 2009, mas peregrinamos desde 2005”, relata.

Superintendente do Incra, Celso Cestari admite que a distribuição de lotes tem sido bastante questionada. “Mas é preciso respeitar a pontuação”, diz. Os pontos são definidos de acordo com tempo acampado e produção.

“Agora, acabou o tempo em que o movimento social indicava a família. Os movimentos são legítimos, mas temos que cumprir a lei”, salienta Cestari. Segundo ele, o instituto atua para desapropriação de áreas, com assentamento gradativo das famílias acampadas.

Desde 2009, quando a PF (Polícia Federal) realizou a operação Tellus, o Incra não desapropriava ou comprava terras para criação de novos assentamentos. No final de 2012, depois de trabalhar levantando a situação de lotes ocupados irregularmente, conforme ordem da Justiça, o Incra recuperou a função de criar assentamentos.

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Essa reforma agrária no Brasil só vai ter um rumo honesto,quando todas as lideranças falarem a mesmo linguagem e parar com hipocrisia política suja entre eles e alguns
técnicos do próprio governo. O incra tem sim de por ordem nessa baderna.
 
Jose Fagundes da Silva em 24/12/2013 10:32:32
A reforma agrária deveria seguir o modelo da casa popular: Inscrição em cadastro prévio, sem a necessidade do favelamento em acampamento de sem terra, as margens de rodovia. Contemplado, o assentado pagaria o valor total do lote, em 5, 10 e até 15 anos. Poderia tambem alienar o lote, recebendo o que já pagou, e o comprador, assumiria a dívida restante. Entre direitos e obrigações, a estabilidade jurídica voltaria a reinar no campo.
 
CARLOS FERNADO em 23/12/2013 15:12:49
Os Movimentos Sociais se manifestarem, é legítimo e faz parte da democracia. Quero parabenizar o trabalho do superintendente do Incra (Sr. Celso Cestari) que de fato está colocando a questão agrária na normalidade e na pauta estadual. Sucesso ao Cestari e sua equipe.
 
Darlan B. Mougenot em 23/12/2013 12:54:42
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