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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

29/02/2012 13:41

Em julgamento, confissão sobre racha livra réu de crime de homicídio

Aline dos Santos e Nadyenka Castro

Durante o depoimento, Willian chorou por diversas vezes, sempre trazendo um terço nas mãos

Em depoimento entrecortado por lágrimas, Willian confessou racha e se livrou de acusação de homicídio. (Foto: Marlon Ganassin)Em depoimento entrecortado por lágrimas, Willian confessou racha e se livrou de acusação de homicídio. (Foto: Marlon Ganassin)

A confissão de que disputava racha livrou Willian Jhony de Souza Ferreira da acusação de crime de homicídio doloso. Ele e Anderson de Souza Moreno estão hoje no banco dos réus, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, pela morte de Mayana de Almeida Duarte.

Ela morreu dez dias depois de ter o carro, um Celta, atingido pelo Vectra conduzido por Anderson, que minutos antes, disputava racha com Willian na avenida Afonso Pena, após saírem de um bar.

Hoje, durante o julgamento, Willian confessou, pela primeira vez, a disputa do racha. Como esclareceu os fatos, ele fica livre da acusação de homicídio, respondendo somente por racha, qualificado pela previsibilidade. Neste caso, a pena vai de seis meses a dois anos de prisão.

“Nunca defendi uma pessoa tão inocente de um crime de homicídio. Ele não provocou o acidente”, afirma o advogado Abdalla Maksoud Neto. Ele destaca a conduta do réu após o acidente.

Willian afirma ter sinalizado para a viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que passou logo em seguida, auxiliado os policiais de trânsito, ido ao hospital levar o celular de Mayana para a família e arrumado o teclado do computador da delegacia, que estava desconfigurado, para conseguir prestar depoimento.

Questionado por que decidiu confessar o rachar, Willian salienta que foi influenciado pela família. “No Natal, minha mãe me abraçou e disse para pensar que a Mayana não poderia abraçar a mãe dela”, disse, antes de se declarar arrependido. Durante o depoimento, ele chorou por diversas vezes, sempre trazendo um terço nas mãos.

Sobre a velocidade, ele afirmou que na disputa do racha, ao conduzir um Fiat Uno, não ultrapassou 60 km/h. O veículo chega até a 180 km/h. Willian, que responde ao processo em liberdade, afirma ter bebido “duas cervejas”.

O caso - De acordo com a acusação, os dois réus disputavam um racha na avenida Afonso Pena, sentido bairro/centro, na madrugada do dia 14 de junho de 2010. Anderson, com um Vectra, à 110Km/h, passou à frente de William, que conduzia um Fiat Uno.

No cruzamento com a rua José Antônio, o Vectra bateu no Celta dirigido por Mayana. Testemunhas disseram que ele passou no sinal vermelho. Ele estaria embriagado.



vale lembrar q esses casos sempre acabam em absolvição , com tanta regalia a condenados . Fica uma idgnação, a impunibilidade que acontece em nosso pais de que quem sofre são aquelas pessoas de bem, gerando uma descomfiança nas esferas judicias
lembrando; todo irresponsavel, criminoso para advogado de defesa deve ser inocentado
 
Marcelo Sousa Benites em 29/02/2012 06:54:29
“Moço desprevenido, velho arrependido. “O arrependimento é quase inocência para juizes e promotores.” O Brasil tem os burocratas mais religiosos do mundo. Nunca assinam um contrato, sem antes pedir um terço.

 
ALEXSANDRA GALVAO em 29/02/2012 05:08:42
Acredito sim no arrependimento , porém isso não vai acabar com o luto da família onde ficará marcada por mais essa tragédia no trânsito, não tenho o direito de jugar ninguém mas o outro já havia cometido o mesmo crime, acredito que alguém tem que para esse psicopata...
 
Alex André em 29/02/2012 05:08:06
O outro vagabundo também vai se livrar... é só confessar e esta tudo certo...
 
Luciano Bandeira em 29/02/2012 04:52:55
É Brasil gente, aqui não existe justiça.
 
Silvia Garcia em 29/02/2012 04:46:50
TADINHO.!!!!! ESSE MAL ELEMENTO DEVERIA FICAR MUITOS ANOS ATRAS DAS GRADES.
 
hermes canhete em 29/02/2012 04:41:44
CONCERTEZA INOCENTE

ESTAMOS FALANDO DE WILLIAN E NÃO ANDERSON O CONDUTOR DA MORTE

PELOS FATOS AINDA PRESTOU SOCORRO (WILLIAN),
AGORA TODOS ESTAMOS COMOVIDOS PERANTE AO FATO SER ADICIONADO NA MIDÍA ,,,PQ TODOS OS DIAS PRESENCIAMOS ACIDENTES E NÃO NOS COMOVEMOS TANTO PELO FATO ...GENTE ISSO NÃO É NOVELA DA GLOBO , MAIS SIM VIDAS Q CONTINUAM ...BOA SORTE WILLIAN
 
RODRIGO COSTA em 29/02/2012 04:09:38
Ele se arrependeu tudo bem,ótimo mas como fica á familía da Mayana , á esqueci estamos falando da justiça do Brasil.......
 
Elisangela Rodrigues em 29/02/2012 03:35:53
se de fato se arrependeu disse crime terrivel, ajoelhe diante do santissimo e peça perdao ao pai que ele ira te perdoar, e reze a um terço por todos os dias de sua vida pela alma dessa pobre moça que Deus nao te abandonara. todos tem o direito de se arrepender dos pecados que cometam.
 
paulo roberto em 29/02/2012 02:54:59
A justiça não é como todos pensam. Não julgueis para não seres julgado. Deixe tudo a cargo de DEUS.
 
Moacyr Neto em 29/02/2012 02:54:01
ACHO QUE JÁ ESTÁ PAGANDO....A PENA DEVE SER MENOR, POIS ELE NÃO COLIDIU, E SIM QUEM COLIDIU E PASSOU NO SINAL VERMELHO...ACHO JUSTO.
ALÉM DO MAIS ATIREM A PRIMEIRA PEDRA QUEM JÁ NÃO ERROU.
ERRAR SIM E SE ARREPENDER E MUDAR SIM
 
ANTONIO MARTINA em 29/02/2012 02:53:56
Ficar com terço nas mãos e chorar não é suficiente para convencer que ele não tem culpa. Porquê ele não pegou o terço no momento do racha?!?! Aliás o terço não iria livra-lo do que aconteceu mas impediria-o de fazer o que ele fez. Quem tem Deus no coração pensa no proximo e este próximo poderia ser um parente seu que poderia ter cruzado na sua frente.
 
Lourdes Oliveira em 29/02/2012 02:50:50
Nunca defendi uma pessoa tão inocente de um crime de homicídio. Ele não provocou o acidente”, afirma o advogado Abdalla Maksoud Neto.QUERO ver se a vítima fosse filha dele,se ele iria falar isso,como um cara ta fazendo racha não pode ta provocando acidentes e causando mortes.
 
maira mendes em 29/02/2012 02:34:47
Disputando racha bebado!

Tem mais crime que isso?

Tinha que pegar uns 10 anos
 
Gabriel Silva em 29/02/2012 02:24:56
Agora está arrependido? A justiça deve ser feita, os jurados devem condenar os dois, e que recebam a mesma pena.
 
Cláudio em 29/02/2012 02:03:07
vc pode escapar da justiça da terra, mais da justiça divina acho dificil, pois o divino sabe, o divino conhece...
 
marcos ferraz em 29/02/2012 01:58:03
Se basta uma confissão de suposto arrependimento, algumas lágrimas e um terço nas mãos, então nem do judiciário precisaremos mais. O Estado pode agora contratar religiosos e psicólogos para julgar criminosos. Se o arrependimento é sincero ou não, não me cabe julgar. Mas, pela ação irresponsável desse "arrependido", mais uma vida foi ceifada e uma família destruída. MATOU? CADEIA NELE.
 
Fernando Silva em 29/02/2012 01:57:59
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