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Capital

Em menos de duas horas, motociclista que abusou de criança faz outra vítima

Câmeras registram abuso contra menina e, pouco depois, ataque a mulher com carrinho de bebê

Por Bruna Marques e Gabi Cenciarelli | 09/01/2026 15:35


RESUMO

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Dois casos de abuso sexual envolvendo um motociclista foram registrados em Campo Grande nesta sexta-feira (9). O primeiro ocorreu no Bairro Coronel Antonino, onde uma criança foi abordada enquanto andava de bicicleta. Pouco mais de uma hora depois, um segundo episódio semelhante foi registrado no Jardim Imperial, com uma mulher empurrando um carrinho de bebê. Vizinhos relataram outros casos anteriores, suspeitando que o autor seja o mesmo homem, que usa roupas semelhantes e tampa a placa da moto. A situação gerou revolta e medo na comunidade, que pede por medidas para identificar e prender o suspeito.

Câmera de segurança de uma residência registrou, na tarde desta sexta-feira (9), o momento em que uma criança foi abusada por um motociclista em frente à própria casa, no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Pouco mais de uma hora depois, um segundo caso com características semelhantes foi registrado no Jardim Imperial.

O primeiro caso ocorreu às 12h17. As imagens mostram o homem chegando ao local em uma motocicleta enquanto a criança andava de bicicleta pela calçada. A menina para em frente ao imóvel e, em seguida, o motociclista retorna, sobe na calçada, se aproxima da vítima, conversa por alguns segundos e passa a mão nela.

O segundo caso aconteceu às 13h32, no Jardim Imperial. Câmeras de segurança registraram o motociclista passando por uma mulher que empurrava um carrinho de bebê pela calçada. No vídeo, não é possível ver o ato em si, mas é possível ouvir a vítima gritando por socorro, enquanto o suspeito foge logo depois.

Na região do primeiro abuso, vizinhos relataram outros episódios semelhantes e desconfiam que o autor seja o mesmo homem. A reportagem esteve no local e apurou que a mãe da criança é dona de uma empresa próxima à residência. Segundo funcionários, ela saiu com a polícia em busca do suspeito, o que impediu o contato com a reportagem.

Vizinho, de 53 anos, motorista de aplicativo, afirmou que sua filha já foi vítima de uma situação parecida na mesma região e levantou a suspeita de que se trate do mesmo motociclista. A mãe da adolescente é conselheira do Conselho Tutelar.

“Há uns seis a oito meses, minha filha mais nova estava indo almoçar na casa da minha tia junto com a minha filha mais velha. Elas estavam de bicicleta, uma bicicleta elétrica. Um motoqueiro veio e deu a impressão de que iria assaltá-las. Ele veio em direção a elas, abordando, e acabou passando a mão na minha filha mais nova, que estava na garupa”, relatou.

Segundo ele, o suspeito fugiu rapidamente. “Ele saiu correndo muito rápido e não deu tempo de ver a placa. A moto estava com a placa tampada, então não conseguimos identificar. Agora, olhando as imagens do que aconteceu hoje, parece ser o mesmo homem. Ele usa pelo menos a mesma roupa, parece um uniforme, uma camisa de empresa. Mas, de novo, a placa estava tampada com fita, então não tem como identificar com certeza”.

O motorista contou ainda que, além do caso da filha e do registrado nesta sexta-feira, moradores comentaram em grupos do bairro sobre um episódio semelhante no Jardim Imperial. “Pelo que estão comentando, parece que ele mora ou circula ali pela região do Imperial, mas ninguém sabe exatamente. Sem placa, fica impossível identificar.” Hoje, a filha tem 17 anos. Na época do ocorrido, tinha 16.

“É revoltante. Um monstro desses tem que ser pego. Ele fica fazendo isso com crianças. Elas ficam traumatizadas depois. Isso não passa, fica marcado para o resto da vida. Não é só um momento, é algo que acompanha a criança para sempre”, afirmou.

Em menos de duas horas, motociclista que abusou de criança faz outra vítima
Placa da moto tampada com fita isolante (Foto: Direto das Ruas)

Segundo ele, a rotina da família mudou após o ocorrido. “Não deixo mais elas saírem sozinhas de casa.” O vizinho destacou que a região costuma ser tranquila. “Aqui é bem tranquilo. Não é um bairro violento, não tem aglomeração. Esse caso é isolado. A moto passou em um ponto mais afastado, mas o bairro em si é tranquilo. Foi um fato que chocou.”

Para o motorista, os ataques mostram que não há perfil específico das vítimas. “Isso mostra que qualquer pessoa está exposta, independente de quem seja. Essas pessoas agem de forma aleatória. Eles passam, observam, procuram uma oportunidade e agem”.

Ele encerrou o relato dizendo que a situação gera revolta e medo. “É muito revoltante. Não é nem bom a gente encontrar um cidadão desses, porque não sabe do que é capaz. Se você vê uma coisa dessas acontecendo, é difícil responder pelos próprios atos. A gente parte para cima. É muita revolta, demais”.

A Polícia Militar foi acionada e a ocorrência ainda está em andamento. As equipes estão fazendo buscas na região para tentar encontrar o motociclista.

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