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Para 88%, renda de R$ 3,6 mil não garante vida confortável em MS

Levantamento aponta estabilidade salarial, mas leitores relatam dificuldade para fechar as contas

Por Mileny Barros | 24/02/2026 08:06
Para 88%, renda de R$ 3,6 mil não garante vida confortável em MS
Movimento de clientes no setor de hortifrúti de supermercado. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Para 88% dos leitores, o rendimento médio de R$ 3.693 em Mato Grosso do Sul não é suficiente para manter um padrão de vida confortável. Apenas 12% avaliam que o valor cobre as despesas básicas, segundo enquete do Campo Grande News.

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O rendimento médio de R$ 3.693 em Mato Grosso do Sul é considerado insuficiente para 88% dos leitores do Campo Grande News, conforme enquete realizada pelo veículo. Apenas 12% dos participantes acreditam que o valor é adequado para cobrir as despesas básicas. Os dados do IBGE revelam disparidades significativas: homens recebem em média R$ 4.094, enquanto mulheres ganham R$ 3.175. Pessoas brancas têm rendimento médio de R$ 4.499, contra R$ 3.126 de pessoas pardas. A escolaridade também influencia, com graduados recebendo média de R$ 5.960, enquanto pessoas com ensino médio ganham R$ 2.966.

O debate ganhou força após a divulgação dos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que apontou rendimento médio real habitual de R$ 3.693 no quarto trimestre de 2025 no Estado. O levantamento indica estabilidade em relação ao trimestre anterior e também na comparação anual — ou seja, sem ganho real expressivo acima da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Apesar da taxa de desocupação ter atingido 2,4%, uma das menores do país, a percepção dos leitores é de que o valor não garante conforto. Nas redes sociais, os comentários reforçam essa avaliação.

“Nunca, cada dia tudo mais caro, aumenta um pouquinho o salário e as coisas sobem o dobro, aonde vamos parar, que Deus nos abençoe”, escreveu Ana Cleide Almeida De Castro.

“Com o aluguel cada vez mais caro em CG, viver aqui está sendo uma sobrevivência”, comentou Louis Martines. Já a leitora Ediléia Almeira, acredita que o valor é melhor que muitos.  “Quem ganha 3.600 está ótimo e quem não ganha isso? A verdade que o brasileiro só está trabalhando pra pagar as contas e comprar comida e comida cara só isso”, afirmou.

Os dados também evidenciam desigualdades. Homens recebem, em média, R$ 4.094, enquanto mulheres ganham R$ 3.175. No recorte por cor ou raça, pessoas brancas têm rendimento médio de R$ 4.499, ante R$ 3.126 de pessoas pardas. A escolaridade amplia ainda mais a diferença: quem tem ensino médio completo recebe cerca de R$ 2.966; com ensino superior completo, a média sobe para R$ 5.960.

O resultado da enquete mostra que, mesmo com renda considerada estável nas estatísticas, o custo de vida continua sendo o principal obstáculo para que as famílias alcancem maior tranquilidade financeira.

Para 88%, renda de R$ 3,6 mil não garante vida confortável em MS