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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Junho de 2018

14/06/2018 11:10

Empresa de alimentos é interditada após denúncia de cliente na Capital

Consumidor relatou que o produto era sujo, com arroz no açúcar, além de pedras

Aline dos Santos e Mirian Machado
Empresa foi interditada hoje pela Vigilância Sanitária e Procon de Campo Grande. (Foto: Mirian Machado)Empresa foi interditada hoje pela Vigilância Sanitária e Procon de Campo Grande. (Foto: Mirian Machado)

O Procon de Campo Grande e a Vigilância Sanitária interditaram nesta quinta-feira (dia 14) a empresa de alimentos Siloé, localizada na avenida Gury Marques, após denúncia de consumidor. A suspeita é de que a empresa seja clandestina.

Segundo o diretor do Procon, Valdir Custódio, a empresa compra o produto a granel e faz o envasamento de alimentos, como arroz, açúcar, farinha e feijão. Porém, não tem licença sanitária e nem documentação fiscal. “Trabalha sem nota, não tem condições sanitárias e o produto é impróprio para consumo”, diz.

Na denúncia anônima, o consumidor relatou que o produto era sujo, com arroz no açúcar, além de pedras. A mercadoria é distribuída para os mercados. O proprietário da empresa vai ser conduzido à Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e responder por expor à venda ou manipular produtos impróprios.

A interdição envolveu o Procon Municipal, a Vigilância Sanitária e a Decon. A perícia da Polícia Civil vai fazer levantamento sobre a quantidade de alimentos e apreendeu computadores.

Sem condição - A Vigilância Sanitária encontrou problemas do piso ao teto, além do local não ter autorização para fracionamento. “Como não tem licença sanitária, para a Vigilância é clandestino. O piso está todo quebrado, como vai higienizar? As paredes estão irregulares, o teto. O lugar do aparelho de manipulação tem que ser fechado e estava no meio do salão”, afirma a fiscal Silvana Rezende. A multa varia de R$ 100 a R$ 15 mil, mas o valor depende da análise do risco sanitário.

Dono da empresa, Merivan Gonçalves de Rezende, 66 anos, negou que seja clandestino. Ele conta que trabalha na área de alimentos há 20 anos e tem 20 funcionários. “Tenho nota fiscal de tudo que entra e sai”, afirma. Abalado, Merivan diz que acredita ter errado na parte da higienização.

“Faz todo dia, mas não tem sido suficiente. Em todos esses anos nunca teve denúncia de nada, mas faz parte da vida”, afirma. Na fachada, a Siloé tem nome de outra empresa. Segundo Merivan, é porque parte do imóvel foi alugada.

Para fiscalização, problemas vão do piso ao teto. (Foto: Mirian Machado)Para fiscalização, problemas vão do piso ao teto. (Foto: Mirian Machado)
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