Enxurrada invade casa e motorista tenta tirar entulhos perto do Córrego Bálsamo
Moradores do Santo Eugênio reclamaram que falta de limpeza prejudicou drenagem
RESUMO
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Moradores do Bairro Santo Eugênio, em Campo Grande, relatam alagamentos causados pela enxurrada no Córrego Bálsamo. A presidente do bairro, Nilma Maciel, afirma que alertou a Secretaria de Serviços Públicos sobre a falta de limpeza no leito e na drenagem. Lixo e galhos dificultam o escoamento da água, que já atingiu casas próximas. A chuva forte cai na cidade desde a madrugada.
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O volume da enxurrada da forte chuva que cai neste início de manhã em Campo Grande assusta moradores do Bairro Santo Eugênio, na saída para São Paulo, atrás do Terminal Rodoviário.
O Córrego Bálsamo está com o leito sobrecarregado e há relatos de que a água já chegou a casas próximas. A presidente do bairro, Nilma Maciel de Oliveira, contou que vinha alertando a Sisep (Secretaria de Serviços Públicos) sobre a falta de limpeza no leito e também na estrutura de drenagem.
Conforme moradores, há lixo e galhos no córrego, prejudicando o escoamento, além da sobrecarga de água que não consegue drenar por outros meios. Em um dos cruzamentos, o repórter fotográfico Juliano Almeida flagrou um morador retirando com as próprias mãos o lixo que se acumulava nas grelhas da rede de drenagem, atrapalhando o escoamento.

Segundo Nilma, a enxurrada vai ganhando volume à medida que desce da região da Três Barras, onde nasce o Bálsamo, mais a leste da cidade. O bairro fica em uma parte mais baixa, já mais próxima à Avenida Gury Marques. A chuva cai forte em Campo Grande desde o fim da madrugada, após uma forte ventania.
Ana Lurdes, de 60 anos, revelou ao Campo Grande News temer pela segurança e por possíveis danos à própria casa, na Rua Mamanguape, vizinha à Rua Santo Eugênio, onde fica a ponte sobre o Bálsamo. A casa à frente da dela já estava sendo atingida pela enxurrada.
No quintal dela, a preocupação era com a máquina de lavar roupa, que tem menos de um ano de uso. A moradora atribuiu o problema à falta de retirada de lixo e galhos no córrego e na rede de drenagem.
Segundo a líder da comunidade, esse não é um problema novo, motivo pelo qual vinha cobrando a limpeza do leito do córrego.
A casa de seu Anastácio Lopes, de 76 anos, já tinha água invadindo com força o quintal e alagando o imóvel. Na cozinha, o volume já tinha baixado e era possível ver a lama que ficou. A sala ainda continuava com água cobrindo os pés quando a reportagem esteve no imóvel, por volta das 8h. O quintal estava todo coberto pela enxurrada. "Nunca ficou desse jeito. É a primeira vez que entra água aqui em casa. Molhou a parte de baixo do sofá e entortou o portão com a força da água."
O problema já preocupava moradores desde o começo do temporal. Muitos entraram em contato com o Campo Grande News, manifestando temor de que suas casas fossem danificadas pela força da água. Quando a equipe esteve no bairro, os moradores reiteraram a preocupação, porque a chuva seguia forte.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
* Matéria editada para acréscimo de informações.
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